Falta muito tempo para a eleição geral de 2010. Mesmo assim, as correntes políticas do Paraná estão se movimentando para firmar, com boa antecipação, as alianças para o pleito. Os potenciais candidatos a governador são conhecidos – o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), os senadores Alvaro Dias (PSDB) e Osmar Dias (PDT), o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), o presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek (PT) e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT).

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Todos são nomes importantes. A maioria deve estar na disputa, mas as negociações podem tirar alguns da eleição. A situação mais comentada é a possível dissolução da aliança que quase levou Osmar Dias ao governo em 2006, e que sustentou a histórica votação de Beto Richa ano passado. Para alguns, a indefinição entre Osmar, Beto e Alvaro Dias pode atrapalhar a força das oposições ao atual governador e permitir cisões que facilitariam a vida de adversários do PMDB e do PDT.

Um passo importante pela unidade da oposição foi dado pelo PPS, em reunião realizada na noite de terça-feira. Está na matéria do repórter Roger Pereira, na edição de ontem de O Estado: “Na reunião do PPS ficou definida como principal estratégia o fortalecimento no Estado do “Bloco Democrático e Reformista”, formado, no âmbito das executivas nacionais, por PSDB, DEM e PPS, como principal bloco de oposição ao governo Lula. Mas Rubens Bueno lembrou que, no Paraná, o PDT também faz parte da aliança.

É um posicionamento importante. Uma manifestação de Rubens Bueno, presidente estadual do PPS e um dos “cardeais” da executiva nacional, poderia encaminhar uma possível aliança, pendendo ou para Osmar Dias, ou para Beto Richa. A declaração do ex-prefeito de Campo Mourão mostra que, acima do nome que será indicado em 2010, está a manutenção da aliança e dos preceitos que a nortearam nos últimos anos. É um golpe tremendo nas pretensões dos aliados do mandatário do Palácio das Araucárias, que tentam semear a discórdia para aumentar as chances no próximo pleito.

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