Papas da comunicação minimizam chances de erro

A comunicação tem poder de prevenir, corrigir e minimizar erros pessoais, regionais e universais. Palavras, imagens e ações têm sentimentos e conteúdos de amor, caridade e oração. Elas estão aqui, ali e em todas as partes de prontidão para criar coisas que não existem. Informação, diálogo e trabalho elevam a dignidade, o respeito e a interação entre os povos.

Mediante a difusão da verdade, evitam-se guerras e definem-se limites de responsabilidades. A comunicação é fator propulsor de saúde, fé, caridade e esperança.

Em abril de 2005, perdemos dois papas da comunicação: Karol Jósef Wojtyla – sua santidade João Paulo II (1920-2005) e o jornalista Arnaldo Alves da Cruz (1950-2005). Ambos se preocuparam drasticamente com a nova linguagem e com a ética nos meios de comunicação. Em seu âmbito temporal e espacial de atuação, promoveram benefícios essenciais à humanidade. Nenhuma pessoa de bem pode dizer que não foi favorecida com as obras e ensinamentos de João Paulo II. Nenhum paranaense pode dizer que não teve seus direitos exaltados e seus deveres orientados por meio da ação de Arnaldo Cruz, como jornalista ou como advogado fundador e dirigente de associação de defesa e orientação do cidadão.

Nas estradas descalças, não se calaram, nem prosseguiram à sombra e sós. Nos corações de gelo e desconsolados perceberam muitos passageiros perdidos. Missionários da palavra, foram luas e luzes reanimando corpos e almas sem vida. De forma igual, eles se preocuparam com as essencialidades humanas. Viviam o que escreviam, falavam e pregavam. Hoje, são fenômenos notórios de conteúdos presentes e associados, com forma e matéria identificadas.

Arnaldo Cruz escrevia e dirigia veículos de comunicação pensando no bem do leitor, ouvinte e telespectador. Em seu breve curso de vida, 55 anos, Arnaldo praticou e ensinou todos os códigos, manuais e realidades éticas contidas no bojo da comunicação. Sofria por causa das torturas do egoísmo, vaidades e vazios nos corações. A chave de seu sucesso decorreu exclusivamente de seus feitos. Cuidou bem do dia e da noite, da própria vida e da do próximo. Fez da profissão um meio responsável de comunicação.

Caminhou a extensão máxima da doação e da entrega. Com olhares abertos, semeou sonhos tecidos de direitos, deveres e responsabilidades. Plantou exemplos e atitudes de humildade, cordialidade e amizade que humanizam.

João Paulo II deixou marcas e sinais de fé e confiança na terra batida e beijada. Não viveu para si ou para os 450 mil padres do mundo. O seu amor era infinito. Não importava a crença que a pessoa praticava: estava sempre disponível e animado para restituir confiança, reconciliação e união.

Para unir, construir e transformar é preciso conhecer, amar e ir ao encontro do outro. Empolgava a humanidade com sua alegria, paciência e amor a Deus e aos irmãos. Literalmente, amava as pessoas, valorizou a criação: a fauna, a flora, o solo, o ar, a água, o fogo. Mostrou que o mais importante é invisível aos olhos e, aos mistérios, ninguém ouse desobedecer.

Verdadeiramente, temer a Deus é pura sabedoria. Sim, João Paulo e Arnaldo ressuscitaram. Há dois anos, estão de mãos dadas para ajudar a edificar continuamente suas grandes obras, a saber: aprender a dialogar e comunicar, ser compreensivo e tolerante, praticar a caridade com fé. Se deixarmos a sabedoria deles se calar, gritarão as pedras, a religião de mercado, a pobreza de espírito, a falta de perspectivas, o relativismo.

Pedro Antônio Bernardi é jornalista e professor. pedro.professor@gmail.com

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