Professores, universidades e igreja têm plenas condições de oferecer propostas e subsídios para motivar um pacto ético, social e político nacional. Frente à crise moral em que vivemos, é emergencial que concentremos esforços também para discutir os problemas da atualidade. É oportuno que se diga que exemplos e testemunhos de quem exerce o poder são as melhores formas comunitárias e públicas de educar crianças e jovens. Conhecedora da capacidade criativa pedagógica e científica de que dispõe, a sociedade exige dos educadores mais engajamento nos debates e exames sobre ética, pluralismo de valores e crenças emergentes.
Entendemos que o verdadeiro educador não é aquele que sabe tudo a respeito de sua especialidade, mas aquele que leva o discípulo a refletir, meditar e compreender o que é certo e o que é errado. É aquele que aponta o caminho da felicidade, responsabilidade social e respeito pessoal e público. Pelo seu prestígio intelectual, como, então, os professores podem ser luz para tantas indagações da juventude, das famílias e de parcela da humanidade?
Encontramos a resposta em pensadores bem conhecidos:
Aristóteles nos ensina: professores e ciência devem se interessar tanto pelo necessário quanto pelo eterno.
Descartes acrescenta: nada podemos fazer e saber com certeza se primeiro não tomamos consciência de que Deus existe.
Pasteur arremata: pouca ciência afasta a pessoa de Deus; muita ciência dialogada, a Ele faz aproximar.
Eis o porquê estamos agradecendo e rezando por todos os professores neste seu dia, 15 de outubro. Sem nominar, cada um a seu tempo e época histórica, cabe o mérito por aquilo que de melhor fez. De modo particular, a PUCPR só alcançou o atual estágio de excelência graças à inspiração divina e ao trabalho e inteligência de tantas e tantas pessoas.
Educadores e gestores têm tudo a ver com qualidade educacional. Sabe-se que o segredo maior do sucesso de uma instituição educacional sempre foi, e continua sendo, o de conseguir bons professores e bons administradores. Também a sua desgraça maior tem sido a de ter docentes e gestores incompetentes. Lembro-me de ter lido, em algum lugar, que certo imperador da Idade Média, quando, por qualquer razão, queria punir uma cidade, por não conseguir imaginar um castigo pior, entregava a sua gestão a um administrador reconhecidamente incompetente!
Portanto, o êxito estudantil depende muito do grau de motivação do corpo docente. Por sua vez, o gestor assume compromisso claro com o sucesso acadêmico dos professores e dos estudantes, e tudo faz para que esse êxito seja assegurado. Para isso, cultiva ambiente e clima acadêmico de motivação e de alto astral, anima os desmotivados, incentiva as promoções estudantis, patrocina as boas causas e iniciativas, reconhece, condivide e premia as vitórias alcançadas.
A você educador, exortamos que prossiga amando com o coração e a mente os educandos até o extremo, ofereça a eles lições que iluminem. Continue a formar cidadãos esclarecidos e felizes e cristãos convictos da transcendência. Obrigado a todos os professores pelas lições da ciência e exemplos de vida. Esta é a nossa gratidão no dia do educador, que desejamos santo e feliz a todos.
Clemente Ivo Juliatto é reitor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná e integrante da Academia Paranaense de Letras.