Dois dias, duas notícias. Terça-feira, furo de reportagem de Elizabete Castro em O Estado: “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sondou o senador Osmar Dias (PDT-PR) para ser o líder do governo no Congresso Nacional no lugar da senadora Roseana Sarney (DEM), que ocupava anteriormente o cargo. (…) A articulação está sendo vista como mais um movimento do presidente em favor de uma aliança do PT do Paraná com o PDT, garantindo assim um palanque sólido no Estado para a possível candidata do presidente à sua sucessão, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff”.

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Ontem, outra matéria de Elizabete Castro: “Um dos pré-candidatos do PSDB à presidência da República, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse ao senador Osmar Dias que gostaria de tê-lo em seu palanque no Paraná. (…) O vice-presidente estadual do PDT, deputado Augustinho Zucchi, informou que Serra disse a Osmar que irá procurar o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), para saber sua posição sobre a disputa”.

Conflito de informações? Não, conflito entre os dois protagonistas da sucessão presidencial do ano que vem. Mesmo sem poder se candidatar, o presidente Lula tenta polarizar o pleito (ao lado de Dilma Rousseff) com o governador Serra. E Osmar Dias, neste contexto, é importante.

Do lado do PT, o senador seria o nome que a coalizão do poder central sonha para disputar o governo do Paraná em 2010, pois é bom de voto e implodiria a aliança formada no Estado nos últimos quatro anos. Além, é claro, de dar uma força para Dilma. Do lado do PSDB, Osmar seria exatamente o fiador desta aliança, que formaria um fortíssimo palanque para Serra no Paraná.

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Candidato declarado ao governo, Osmar está apenas esperando o posicionamento do prefeito de Curitiba, Beto Richa. Se este não sair candidato, Osmar Dias é o nome de consenso das oposições – federal e estadual – no Paraná, e favoritíssimo para o pleito. Se Beto colocar seu nome à disposição dos tucanos como candidato, o senador tem dois caminhos – ou aporta no barco do governo federal ou recua e vai para uma fácil reeleição no Senado.