Oito meses sem resposta

Oito meses, três crimes inomináveis. E todos, no momento, sem resposta. Passamos as últimas semanas esperando pela posição da Polícia Civil e do Ministério Público sobre o acidente com o ex-deputado estadual Luiz Fernando Ribas Carli Filho, que vitimou os jovens Carlos Murilo de Almeida e Gilmar Rafael Souza Yared. Tudo leva a crer que o político cometeu crime, mas até agora, nada. Nos últimos dias, fomos informados de uma inacreditável reviravolta no “crime do Morro do Boi”, que até há pouco tinha um assassino definido, e agora tem outro confesso.

Enquanto isso, ninguém sabe também o que aconteceu com a menina Rachel Genofre, morta em novembro do ano passado. São exatos oito meses de agonia para os familiares, que aguardam a posição das autoridades competentes. O repórter Fábio Schatzmann, na edição de domingo passado de O Estado, resumiu a situação: “Vários suspeitos realizaram exames de DNA no caso da estudante Rachel Genofre. Até maio, 30 pessoas tinham feito testes. Em junho e julho não foram revelados novos números. Nenhum exame levou ao autor do crime e a polícia prossegue realizando diligências. Sobre o caso, apenas a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) se pronuncia. Até o fechamento desta edição, o órgão não tinha novidades”.

Novidades também não surgiram nas últimas horas. E salta aos olhos a dificuldade dos órgãos de segurança em resolver os casos que comoveram a sociedade paranaense. Pode ser alegada a dificuldade em encontrar culpados em situações tão escancaradas pela imprensa. Mas, ao mesmo tempo, será que não é essa a incumbência da polícia?

Se o interesse em informar a população sobre o que aconteceu pode também ser questionado, e como fica a família? A mãe de Rachel não recuperará mais o sorriso, mas há uma única coisa que pode compensar, em parte, o sofrimento pela perda da filha. E é justamente a descoberta do maníaco e sua consequente condenação. Espera-se que os principais responsáveis pela segurança pública paranaense estejam preocupados em aplacar um pouco da tristeza de tantos familiares que sofrem em nosso Estado.

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