Orlando Pessuti, Beto Richa, Alvaro Dias, Paulo Bernardo… Todos eles estão entre os chamados pré-candidatos ao governo do Estado. Por enquanto, candidato mesmo ao Palácio Iguaçu no ano que vem só tem um: Osmar Dias. O senador do PDT cumpre exaustiva agenda em todo o Paraná, tentando marcar presença onde não é tão conhecido e reforçar sua popularidade onde tem mais apoio. E, inegavelmente, ele conta com a dificuldade na montagem das alianças para ganhar tempo como “candidato único” do momento.

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A semana política no Paraná começou justamente com um encontro de Osmar com os vereadores do PDT, contado na edição de ontem de O Estado pela repórter Elizabete Castro: “O PDT ainda não definiu seus aliados, mas já está preparando uma carta de princípios para a candidatura do senador Osmar Dias ao governo, nas eleições do próximo ano. (…) O presidente estadual do PDT, deputado Augustinho Zucchi, disse que serão definidas as diretrizes de um futuro governo de Osmar. Entre os pontos já definidos estão a defesa e o fortalecimento das empresas públicas estaduais”.

É uma clara tomada de posição. Como a candidatura de Osmar é considerada fato consumado por todas as vertentes políticas do Paraná, ele vai ocupando o espaço que outros ainda tentam cavar, como o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) e o senador Alvaro Dias (PSDB) – o ministro do Planejamento Paulo Bernardo (PT) é uma hipótese remota e o prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) se mantém afastado da discussão, apesar de ser favorito em todas as pesquisas.

Sem rivais definidos, Osmar atira para todos os lados. Tenta arregimentar aliados em todos os partidos, enquanto espera para qual lado vai pender – se para o PT de Dilma Rousseff e Paulo Bernardo ou para o PSDB de José Serra e Beto Richa. Para onde for, já avisou – é candidato ao governo e não muda de opinião. Se vai ganhar, é outra história. Mas que ele está tentando aproveitar o caminho livre de agora, isto é inegável.

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