Depois de tanta discussão, tantas incoerências e pelo menos duas reviravoltas, o caso do crime do Morro do Boi, que nesta semana teve uma mudança de rota inacreditável, agora corre em segredo de Justiça. O fato foi contato pelo repórter Marcelo Vellinho, na edição de ontem de O Estado: “Em nota, o Ministério Público informou que o Juízo da Comarca de Matinhos decretou sigilo temporário dos autos e do inquérito policial instaurado em face de Paulo Delci Unfried. De acordo com Mário Lucio Monteiro Filho, um dos advogados de Juarez Ferreira Pinto, a justificativa do juiz foi que ‘ainda haveria indícios de autoria e que o laudo da balística não havia chegado aos autos”‘.

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A próxima semana será decisiva. Afinal, três personagens estão no centro das atenções: Monik Pegorari de Lima, que foi baleada em 31 de janeiro enquanto seu namorado, Osiris del Corso, foi assassinado; Juarez Ferreira Pinto, preso dias depois do crime do Morro do Boi e até agora detido como o acusado principal; e Paulo Delci Unfried, preso semana passada e que confessou ter matado Osiris, além de ter em seu poder a arma do crime.

Há um grande mistério envolvendo o caso. Se Paulo confessou, porque Monik continua insistindo que Juarez é o assassino? Em todas as entrevistas que deu após a reviravolta do caso, a jovem não mudou de posicionamento. Por isso, e pela posição de Paulo, a Justiça vai exigir uma acareação entre os dois, e para logo. É a situação definitiva para tentar resolver o caso, que de reviravolta passou a ter um impasse. Somente o encontro entre Paulo e Monik poderá dirimir as dúvidas que se criaram nesta semana.

Quem fica esperando é Juarez Pinto. E, agora, sua espera passa a ser terrível, porque as evidências saíram das suas costas e passaram para Paulo Unfried. A polícia diz ainda não ter certeza de quem é o assassino do Morro do Boi, mas Juarez imagina que sua agonia logo terminará – a mesma coisa que pensam seus familiares e advogados. De longe, todos nós só queremos que o verdadeiro culpado seja descoberto.

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