A sociedade brasileira é por origem anti-republicana, fruto de uma formação histórica secular. Ser republicano é defender a primazia do bem comum, estando acima dos interesses pessoais ou particulares. Ser republicano é fazer da atividade política, em todos os níveis, um instrumento a serviço permanente dos valores éticos que fundamentam as sociedades civilizadas. A ?res publica? é um santuário intocável, para os homens públicos que fazem política objetivando a construção e consolidação de uma sociedade harmonizada no desenvolvimento com justiça social. Ser republicano é sacrificar, se necessário, a própria vida pelos valores democráticos.
O político republicano não busca mandato por vaidades, auto-afirmação ou para ?se dar bem na vida?. Ao contrário, busca-o para combater as injustiças e pela luta permanente para a institucionalização de um Estado decente. O exemplo de um político republicano é o deputado federal Gustavo Fruet. Vocacionado e preparado para o exercício da atividade pública, ainda tão jovem, é herdeiro do mesmo padrão de integridade do saudoso Maurício Fruet, seu pai. A genética das famílias Bonato e Fruet, através Ivete e Maurício, gerou três filhos admiráveis. Cláudio, advogado respeitado nacionalmente como exemplo de jurista competente. Eleonora, economista e secretária de Educação de Curitiba; Gustavo, advogado e parlamentar que honra o Paraná e o Congresso Nacional. Todos eles dotados de uma base de formação familiar e profissional, onde a seriedade, o compromisso com a verdade e a doação ao interesse público é a razão de ser das suas vidas. São republicanos na integralidade.
O Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), importante organismo de avaliação do Poder Legislativo, sobre a atuação de Gustavo Fruet, afirma: ?Parlamentar de excelente formação, com mestrado em Direito Público e doutorado em Direito das Relações Sociais, faz parte da nova geração política, que coloca o interesse público e nacional acima dos interesses pessoais ou provincianos. Estreou na Câmara com desenvoltura de veterano, conquistando espaço e respeito entre os parlamentares históricos no Congresso. Bem articulado, dotado de uma postura isenta e firme, é respeitado pelas diversas tendências políticas que têm representação no parlamento?.
Nesse tempo de ?mensaleiros?, ?sanguessugas? e corleones assaltantes do dinheiro público, travestidos de mandatos populares, é confortador saber que existem, e são muitos, políticos que fazem da representação popular um manto sagrado. São garantidores de uma fresta de otimismo, diante do profundo desânimo em relação à política que agride e violenta a opinião pública, provocada pelos ?marginais políticos?.
O republicano Gustavo Fruet é, também, dotado de um pensamento original na ação política, ao constatar: 1) ?Na política vale tudo? O feio na política é perder eleição? Para os cínicos, sim. Mas, não tem de ser uma das marcas da ação política neste século como forma de resistência e transformação. Não há dúvida que a política é o espaço dos extremos, principalmente para quem defende que os fins justificam os meios.? 2) ?Na ação do político, segundo Max Weber, as éticas da convicção e da responsabilidade não podem caminhar separadas. A primeira, nas últimas conseqüências, é própria do fanático. A segunda, totalmente afastada da consideração dos princípios de que nascem as grandes ações e voltadas apenas para o sucesso/vitória eleitoral e vitória em convenção a qualquer custo caracteriza a figura não menos reprovável do cínico. Se prevalecerem a mentira e a dissimulação, adeus democracia.?
Vale tudo, cinismo e dissimulação triunfante vêm sendo a essência do espírito anti-republicano e alimentador da cultura patrimonialista e do poder fisiológico que penetrou firme no Congresso Nacional. A política se apequenou gerando os ?anões do orçamento?, os ?mensaleiros?, os ?sanguessugas?, autêntica ralé de assaltantes do dinheiro público. Essa bandidagem parlamentar teve em Gustavo Fruet e um grupo de políticos resistentes não apenas um adversário, mas um inimigo declarado. Lutando pelo expurgo dessa excrescência que agride os valores democráticos.
Na velha Grécia, Aristóteles definiu a política como a mais nobre das atividades humanas. Os valores aristotélicos nos tempos modernos, na ação pública, têm uma só vertente: ser republicano.
Hélio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Foi deputado federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira.