Com a chegada a Curitiba, desde ontem, a chamada “portabilidade numérica” está disponível para a maior parcela dos usuários de telefonia do Paraná. O título pomposo esconde um sinal de liberdade para quem tem telefone fixo ou celular. A possibilidade de mudar de operadora sem mudar o número do aparelho é uma revolução nas telecomunicações brasileiras, abrindo barreiras, aumentando a concorrência e beneficiando sobremaneira o consumidor.

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As operadoras brasileiras, desde sempre, tiveram o “controle” da relação com o usuário. Isto porque as promoções envolviam acordos de fidelidade que duravam pelo menos doze meses, e quando uma outra operadora apresentava valores mais atrativos (claro, com doze meses de fidelidade), o consumidor era obrigado a abandonar o aparelho, que era bloqueado, e o número, que não podia ser transferido. E só quem trocou de número para saber da complicação que é remontar toda a rede de contatos – não por causa da agenda do celular que se perdeu, mas para que todos saibam o novo telefone.

Agora, como se fosse uma dança, o número fica de um lado, a operadora de outro. Os aparelhos serão desbloqueados, as empresas de telefonia não podem mais reter números e clientes, e agora a disputa pelo mercado será mais aberta.

Ainda mais com a compra da BrasilTelecom pela Oi. Serão quatro grandes operadoras de telefonia celular (Claro, Oi, Vivo e TIM) disputando os usuários a cada instante. Empresas e grandes clientes particulares serão os primeiros alvos. Mas logo os usuários médios serão procurados. Cada um terá um valor especial para as empresas.

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Será assim também na telefonia fixa. A entrada de novas empresas no mercado nacional (Embratel e Telefonica, até agora em nichos diferenciados) vai criar uma competição até agora inexistente, o que pode aumentar sensivelmente o número de telefones fixos instalados no País.

É uma vitória do consumidor brasileiro. E, neste momento de dificuldade econômica, qualquer notícia deste estilo tem que ser comemorada.

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