O lixo eletr

Se o mundo está girando rápido demais, imagine a computação. O que era atual há seis meses agora é completamente obsoleto. Olhe para o telefone celular que você tem no bolso – se não for um iPhone, a sensação do momento, você está fora de “moda” e de “onda”. Hoje, os aparelhos ganham novas funções a cada dia, fazendo com que a função inicial do telefone, que é fazer ligações, fique em último plano.

É assim também com os chamados “PCs”, os computadores pessoais, que ficam nas casas e nas empresas, e os notebooks, cada vez mais modernos e acessíveis. A contrapartida de tanta oferta na informática é o excesso de entulho eletrônico. Monitores, gabinetes, discos rígidos e outros hardwares são abandonados sem dó nem piedade pelos usuários e pelas empresas, que atualizam seus maquinários e simplesmente esquecem do que foi usado até há pouco. E as pilhas e baterias?

Daí uma boa idéia do poder público. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente está regulamentando a Lei 15.851/2008, que prevê a criação de um sistema de recolhimento de produtos eletrônicos descartados. E o mínimo que se espera da autoridade local, pois é uma preocupação crescente da sociedade “informatizada”.

Além de espaços (definidos por governos e pela iniciativa privada) para o recolhimento do que for descartado, é preciso pensar na segunda parte desta história que envolve o “lixo eletrônico” o que é possível recuperar? Os equipamentos públicos estão esperando pela informatização.

Quantas escolas poderiam ser beneficiadas pelo material descartado? Hoje, é impossível imaginar a preparação de jovens sem o acesso a computadores – e, principalmente, à internet. É a forma mais simples para atrair as crianças para o estudo, já que elas se afastam dos livros e dos cadernos “puxadas” pelas feéricas combinações da rede de computadores. Reaproveitar os equipamentos “antigos” é uma solução simplória, barata e que pode revolucionar a educação básica no Brasil. E o Paraná poderia dar o primeiro passo.

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