O jornal e a modernidade

Hoje, O Estado do Paraná completa 58 anos de ininterrupta atividade (tal como diria aquele antigo comercial de televisão). É motivo de festa para todos que trabalham no Grupo Paulo Pimentel, mas é sempre motivo de reflexão e planejamento – e, claro, assunto de matéria na edição de hoje, feita pela repórter Mara Andrich. E a discussão que acontece em uma redação está acontecendo em todas. Afinal, a mídia se debruça sobre os jornais para saber qual é o caminho a seguir nos próximos anos.

Sim, porque há alguns estudiosos que chegam a prever o fim do jornal como ele existe hoje, no papel, impresso e diário. Há quem aposte que a internet vai acabar com a funcionalidade do veículo, permitindo acesso instantâneo ao que acontece aqui, ali e acolá. Mas um vaticínio tão duro e tão rápido é impossível de ser feito na mídia.

É só tomarmos como exemplo o rádio. Já centenário (no Brasil, são 87 anos desde a primeira emissão de Roquette Pinto), ele continua dando “aulas” de agilidade. Nem a televisão, que diziam ser o “fim do rádio”, nem a internet conseguiram tirar do rádio a característica de veículo de mídia mais rápido. Tanto que hoje os principais portais do País têm parcerias com emissoras e as empresas da TV a cabo incluíram rádios em seu “line-up” (antes que o governador Roberto Requião reclame, na listagem de canais).

O jornal sobreviveu até hoje por sua capacidade de atualização – e sobreviverá pelo mesmo fator. O avanço tecnológico que permitiu a impressão ágil, a adoção das cores e a informatização das redações, também permite que os projetos sejam atualizados com mais frequência e transformados de uma hora para outra.
Assim, os jornais (e O Estado entre eles) ficam mais perto dos seus leitores. Seja utilizando fontes mais harmoniosas, adotando textos mais coloquiais – sem fugir do rigor técnico – e tornando-se mais simples de ser carregado e lido, por conta do formato Berliner, o mais moderno que existe. Como qualquer outra mídia, o jornal se adaptou à modernidade, e por isso continua sendo obrigatório no dia-a-dia dos brasileiros.

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