Hoje, a seleção brasileira enfrenta a Itália na Copa das Confederações, que está sendo realizada na África do Sul. É um evento oficial da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), é o último torneio internacional antes da Copa do Mundo e, portanto, uma oportunidade para a equipe comandada por Dunga se acertar visando a competição do ano que vem, a maior do esporte mais popular do planeta. Mas há outro brasileiro se destacando por lá.
É o técnico da seleção da África do Sul, Joel Santana, que já trabalhou em dezenas de clubes no Brasil (incluindo o Coritiba), e tem agora a possibilidade – caso não seja demitido antes – de comandar a equipe anfitriã da próxima Copa. Seu estilo bonachão não está fazendo muito sucesso por lá, mas suas entrevistas estão correndo o mundo. Numa delas, que virou “hit” no site de compartilhamento de vídeos YouTube, ele fala sobre o empate em 0x0 com o Iraque, domingo passado. A transcrição do que ele fala é essa:
“Mai equipe pray very nice. Di first time Iraq and South Africa pray semen, but the second time I have control de mete. Control de mete by equipe praying de left, de right, de midel. Have one bext opportunity for score. Iraq mark the mídel from behind, e after than in second time I make to changer, one player experience sempre Machego, e another player que have experience e play very good Steven Pienaar. But I don’t have bidedu”.
Joel escancara, em seu incrível “portuinglês”, a dificuldade de muitos brasileiros quando chegam em entrevistas de emprego. Em muitas oportunidades, está claro – “é necessária fluência em inglês”. E, pela fraqueza do preparo dos estudantes, corre-se o risco de dar vexame na hora mais importante.
Tal como as escolas fazem com o português, forçam-se os alunos a aprenderem a gramática correta, empurrando as regras em vez de ensiná-las. E não se exige leitura, conversação e escrita.
O resultado é que, seja o idioma que for, o jovem chega ao mercado de trabalho sem conseguir se expressar em texto e em conversa. Fica, como certa vez disse o compositor Luiz Bonfá, falando “fluentemente errado”.