Vitórias e derrotas não servem mais como parâmetro. Hoje, um dos mais importantes clubes do futebol brasileiro vive uma crise sem precedentes em sua vitoriosa história. O Paraná Clube, que teve a honra de conquistar duas vezes a segunda divisão do campeonato brasileiro, além de sete títulos estaduais, está em um momento delicado, que difere brutalmente de seus quase vinte anos de sucesso. Cada capítulo do drama tricolor é acompanhado com sofrimento pelos torcedores, que estão cansados de tanta incompetência dentro e fora dos gramados.

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Há pelo menos seis anos, não se vê uma diretoria forte no Paraná. Como se fosse o resumo microscópico do que acontece em todo o Estado, os dirigentes cometem erros em sequência – desde os mais comuns (mas nada interessantes para um time de futebol), como as péssimas contratações, até sérios desvios de conduta, com acusações de apropriação de dinheiro do clube por “cartolas”. Mas, principalmente, vê-se uma direção impotente para buscar soluções para a crise, que diminui o dinheiro e obriga a usar a criatividade.

E se no comando a coisa está assim, não seria diferente no campo. Jogadores que não têm a menor condição de vestir uma camisa de porte como a do Paraná Clube são titulares da equipe, e acabam virando esperanças de uma torcida cada vez mais sem esperanças. E como diz um veterano cronista esportivo, o problema de se ter um jogador ruim em um elenco é a possibilidade de ele acabar jogando. E é isso que está acontecendo nas últimas temporadas – fraquíssimos atletas comandados por treinadores mais preocupados com os próprios interesses que com o time que defendem.

A salvação do Paraná Clube passa pelo comprometimento dos dirigentes. É hora de fazer tudo para recuperar a equipe. É hora de encontrar no marketing e na torcida dois canais importantíssimos de sustentação de um projeto de volta para a primeira divisão. E conclamar aos grandes paranistas, empresários e políticos, que participem deste plano que precisa ser de curtíssimo prazo. Mais um ano como esse (e como o ano que passou) pode ser fatal para o time curitibano.

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