Terça-feira, o prefeito de Paranaguá, José Baka Filho (PDT), visitou a Redação dos jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná. Na conversa com os jornalistas e com o ex-governador Paulo Pimentel, ele contou da necessidade de ajustes na máquina pública. A edição de ontem de O Estado relatou: “Baka não deu detalhes sobre as pastas que serão extintas, pois ainda está sendo feito estudo sobre o assunto. Ele disse que a estrutura já é enxuta, mas que haverá a necessidade de incorporar algumas secretarias a outras pastas. Ele revelou que o principal objetivo dos cortes e do enxugamento na estrutura da prefeitura é evitar que a crise econômica impeça a retomada de obras que estavam paralisadas, como a reforma de escolas e postos de saúde”.

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A situação do prefeito Baka é a mesma de muitos outros prefeitos, no Paraná e em todo o País. É o desafio econômico que as cidades menores passam em meio ao vendaval financeiro dos últimos meses. Com a já conhecida redução do Fundo de Participação dos Municípios, o dinheiro está mais escasso, e obriga os governantes a agir.

E aí não importa filosofia, ideologia ou partido. Não adianta analisar José Baka Filho neste momento como integrante do PDT, o partido de Leonel Brizola, que tinha uma visão populista e estatista de governo. Há que se avaliar o prefeito de Paranaguá como o gestor de uma administração delicada, em que não se pode prescindir de obras ao mesmo tempo em que não é possível gastar dinheiro com euforia. Parece contraditório, mas só é possível investir em estrutura ao mesmo tempo em que se cortam gastos na administração central.

Não é simples. Não se pode decidir com simplicidade. São decisões que surgem no dia-a-dia, controlando boas e más notícias como se elas fossem flechas que atingem todo dia a prefeitura. José Baka Filho ganhará, à força, uma tremenda experiência como homem público, da qual pode sair maior do que entrou caso mantenha Paranaguá, cidade das mais importantes do Estado, no rumo certo.

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