Números preocupantes

Seis mil, quatrocentos e vinte e três. Assim, por extenso, como se fosse o valor anotado em um cheque. Este é o número absoluto de roubos e furtos de automóveis no Paraná de janeiro até abril – número aferido pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg). A média é de 53,5 por dia. Isto mesmo.

A matéria do repórter Newton Almeida, destaque da edição de domingo de O Estado, dá outros detalhes: “Segundo o estudo da CNSeg, com 1.659 veículos roubados ou furtados em abril, o Paraná foi o quarto Estado com o maior número de carros levados no período. O Estado só fica atrás de São Paulo (16.546), Rio de Janeiro (3.813) e Rio Grande do Sul (2.414). Em todo o País foram registrados 32.801 roubos e furtos de carros. Na comparação com abril de 2008, o número é 7,61% maior. O levantamento aponta que, do total de carros roubados ou furtados no Paraná, apenas 536, ou 32,31% foram recuperados. Outros 1.123 veículos, ou 67,69%, não foram localizados. No País, o volume de localização de carros levados sobe para 43,34%”.

Portanto, temos mais veículos roubados que um estado como Minas Gerais, o segundo da Federação em população. E, mais emblemático ainda, temos uma taxa de recuperação de veículos menor onze pontos percentuais que a nacional. Os números citados poderiam ser considerados um universo pequeno, mas são sem dúvida alarmantes.

É como se o problema não tivesse sido constatado pelas autoridades competentes. Os motoristas podem se considerar “indefesos” em seus automóveis. Sim, pois os roubos estão no final de um círculo vicioso de crise social que o Estado vive. A falta de segurança nas ruas gera um sem-número de dificuldades para os cidadãos de bem, que sequer sabem se conseguirão terminar o dia íntegros – quer dizer, fisicamente inteiros e com seu patrimônio a salvo.

Preocupados com temas que em nada dizem respeito à população, os responsáveis pela segurança pública precisam atentar para os males que afligem os cidadãos. E logo.

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