Está no ar, como muitos já viram, a nova formatação (layout, como dizem os mais “antenados”) do site Paraná- Online, a ferramenta eletrônica do Grupo Paulo Pimentel. Não é apenas uma alteração visual, mas também de conteúdo e de filosofia com foco na notícia e na participação dos internautas. Cada passo que as empresas tomam em direção aos computadores encaminha um novo rumo para a comunicação de massa. Mas, ao contrário de muitos teóricos, o que é realidade hoje não vai destruir o que está firme há tempos.
Sempre que uma ferramenta de mídia surgiu, decretou-se o final da anterior. Foi assim do jornal com o livro, do rádio com o jornal, da televisão com o rádio, da internet para todo o resto. A associação que se faz é com a mídia de música que fez o gramofone ser substituído pelos aparelhos tocadores de LPs, depois para as fitas cassete, os CDs e, agora, os iPods e congêneres.
A comparação é inviável. Ao contrário da música, que é música em qualquer lugar, a informação passada é sempre transmitida de forma diferente. Para o rádio, é a notícia na sua essência, bruta e instantânea. A televisão trabalha basicamente a imagem, e precisa disso para sobreviver. A internet soma tudo isto e joga no ar a qualquer instante. E o jornal, mais velho e mais sábio, avalia as circunstâncias para projetar o futuro, tudo isto na mão do leitor.
É por isto que há, hoje, a famosa “convergência”. Jornal, rádio, TV e internet são uma coisa só, mas com várias facetas. Uma não vive sem a outra, são complementares e indissociáveis. Sem os jornais, os outros meios de comunicação não teriam a análise, a profundidade e o conhecimento necessários para transmitir informações de grande alcance para todos os níveis.
Da mesma forma, os jornais ganharam o apoio incondicional da internet na busca instantânea de notícias, que podem ser garimpadas com mais facilidade graças à presteza da rede mundial de computadores. É como se, nestes tempos pós-modernos, a mídia fosse protagonista de vários e convencionais casamentos.