Há algumas coisas que são, hoje, indispensáveis para todos nós. Uma delas é o combustível dos nossos carros ou motos, dos ônibus e aviões em todo o Estado. Como sobreviveríamos sem o transporte público ou privado? Por isso, somos “reféns” de tudo que os distribuidores fizerem, para o bem e para o mal.

continua após a publicidade

Por ocasião do evento ANP (Agência Nacional do Petróleo) Itinerante, que aconteceu ontem em Curitiba, voltou-se a questionar a qualidade do combustível distribuído no Paraná. E isso porque muitos já passaram pelo constrangimento de encher o tanque e ver o carro pifar de uma hora para outra – sem que nada tenha acontecido senão abastecer o veículo.

Na edição de domingo de O Estado, o repórter Leonardo Coleto trouxe boas notícias: “No ano passado, o programa registrou que os índices de irregularidade no Estado foram de 1,8% para gasolina; 1,7% para óleo diesel e 1,1% para álcool. No último levantamento da ANP, referente ao trimestre de março a maio deste ano, aumentou o índice de não-conformidade na gasolina (2,3%) e caiu o do etanol (0,6%). O percentual de problemas no óleo diesel ficou igual (1,7%). (…) ‘Após essas análises, constatamos uma evolução muito positiva do ano passado para cá. Em 2001, os índices de irregularidade no Paraná eram em 6,7% para gasolina, 11,4% para óleo diesel e 4,0% para o álcool’, explica o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima”.

A redução é considerável, mesmo em um espaço tão grande quanto oito anos. E mostra que a situação era catastrófica em 2001, e ainda preocupa hoje. Sim, porque os números positivos agradam, mas precisam continuar.

continua após a publicidade

É preciso avaliar desde a saída das refinarias até a ponta da bomba. Acompanhar o trajeto é importante, para que as normas de utilização e limpeza sejam cumpridas, e que detritos não apareçam “de surpresa” no combustível. E os elementos que adulteram descaradamente o álcool, a gasolina e o diesel precisam pagar caro, sofrer no bolso para entenderem o que os pobres motoristas passam ao ter seus veículos estragados por causa do que há no tanque.