Lea Okseanberg

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Mulher não é que nem mãe e filhos: só mudam de endereço. Umas têm TPM. Outras sequer conhecem. Há mulheres que entram na menopausa e sofrem com os calorões. Há as que nunca passaram nem passarão por isso.

Existem mulheres que ficam de quatro de tanta cólica. As que choram por nada, mesmo que sejam altas executivas. Mulher é um bicho estranho mesmo. É ela quem opta se vai ou não ser mãe. Também é ela quem tem certeza daquele que é o pai da criança que vai nascer.

Mais do que estranho, a mulher é um bicho exótico. São vários os tipos: as que amam manter os buços, quase bigodes de tão negros ou compridos e, além do mais, espetam. As que gostam de bancar o homem, se masculinizando para provar sei lá o quê. As que falam grosso pra impressionar. Sabe-se lá quem. E as gordinhas, que vestem enormes roupas para disfarçar a sobra ou que usam roupas coladinhas, biquínis mínimos, para mostrar toda a ?robustez?.

Mulher é um bicho estranho mesmo. Soube que há, ainda, alguns exemplares das feministas radicais, aquelas que protestavam contra tudo e contra todos. Graças a elas, e com equilíbrio e bom senso, é que as feministas de hoje entendem que sem os homens sequer existiríamos. Não teríamos filhos. Portanto, não desfrutaríamos desse amor tão puro. Por isso que mulher é mesmo um bicho estranho: a grande maioria delas não viveria sem os homens.

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Quanta contradição! Eta bicho estranho!

Lea Okseanberg é mulher e jornalista. Portanto, mais um bicho estranho!