Por mais que os jovens sejam alertados, as drogas seguem tendo forte penetração na juventude. Os males são terríveis, diretos e indiretos entre os indiretos, está o risco de estar envolvido em rixas de gangues, e virar um “inocente útil” dentro de uma guerra que causa mortes, como as que aconteceram em um estádio de futebol amador em Curitiba no sábado passado. Mas ainda há gente que não acredita, movida pelo “glamour” e pela pretensa sensação de maturidade (afinal, cada um decide seu destino, e alguns preferiram as drogas).

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E os maus exemplos estão por todos os cantos inicialmente, reforçando o caráter “lúdico”, mostrando ídolos em altas rodas e brilhando mesmo estando sob efeito dos entorpecentes. A cantora Amy Winehouse era assim. Apareceu como um furacão no cenário internacional, gravou um grande álbum (que ganhou vários prêmios no último Grammy, o “Oscar da música”) e tornou-se uma personalidade planetária.

Mas não resistiu ao lado negro da fama. Começou a se relacionar um músico e entrou em uma espiral violentíssima de drogas e bebida. Transformou-se em uma sombra dela mesma, e as notícias sobre Amy ficaram restritas a vexames em boates, overdoses e internações em clínicas de reabilitação. Ontem, ela saiu de novo do hospital. O pai da cantora diz que ela não tem muito tempo de vida, por decorrência do efeito das drogas um dos problemas de Winehouse é enfisema pulmonar, por conta do uso de cigarros, maconha e crack.

Só que é possível ver o outro lado desta história. Se Amy parece não entender que está jogando sua vida no lixo, e é um mau exemplo globalizado, aqui no Brasil está terminando um processo bem-sucedido de reabilitação. O ex-jogador de futebol e comentarista de TV Walter Casagrande Júnior deixou a clínica onde estava internado e logo retomará seus trabalhos. Foi para lá a contragosto, levado pelo filho e pela ex-mulher. Percebeu, na solidão, que não havia nada nas drogas que justificasse um ritmo de vida maluco. Mudou de atitude, está recuperando a vida que quase perdeu.

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