Duas pesquisas, dois sustos. As últimas medições da opinião pública aferiram uma verdade histórica – a economia afeta o humor do brasileiro e sua simpatia com os governos e os governantes. A pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem apresentou nova queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O despacho da Agência Estado informou: “Segundo o levantamento, feito com dois mil entrevistados em 24 estados brasileiros entre os dias 23 e 27 de março, a avaliação positiva do governo Lula caiu dos 72,5% de janeiro para 62,4% em março. Em abril do ano passado, a aprovação era de 57,5%. Já a aprovação pessoal do presidente Lula teve um recuo de 84% em janeiro para 76,2% em março. Em abril de 2008, era de 69,3%”.

É a economia. A “marola” da crise financeira internacional bateu definitivamente no Brasil, causou demissões e reduziu o salário médio dos empregados. O consumo diminuiu, apesar dos incentivos governamentais, e o impacto dos problemas está sendo sentido na avaliação do governo Lula.

Inevitável. Por mais que, em determinadas situações, a primazia do desenvolvimento econômico não seja do governo, quando as coisas vão bem os presidentes são considerados “heróis”. Foi assim com Emílio Médici, no início da década de 70, com José Sarney, na euforia do cruzado, em 1986, e com Fernando Henrique Cardoso, após o Plano Real.

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Da mesma forma com Lula. O ciclo virtuoso da economia partia do exterior, com crédito abundante, e do mercado nacional, com a iniciativa privada a todo vapor. Escorado nesta onda, o governo ampliou o Bolsa Família e manteve a rota da macroeconomia. E transformou o presidente no político mais popular da história – podemos não assimilar tal situação, mas nem Getúlio Vargas catalisou as massas como Lula.

A retração econômica dos últimos meses afetou sua popularidade, mas esta ainda está em níveis estratosféricos. Por isso o presidente espera que nos próximos meses a economia ajude. Ele agradeceria, e Dilma Rousseff, a candidata ungida, respiraria aliviada.

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