É interessante a movimentação dos advogados e políticos do Partido Progressista (PP). Ao mesmo tempo em que esbanjam confiança para o julgamento do recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), pediram – e não conseguiram – na Justiça que o vice de Antonio Belinati, Fernando Nicolau, fosse diplomado e empossado amanhã como prefeito de Londrina – Belinati teve seu registro de candidatura cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Ao requerer a diplomação do vice, estamos apontando dois fatos novos: a resolução do STF sobre fidelidade partidária, que diz que o mandato é do partido e não do candidato, e o fato de, pela primeira vez, o candidato a vice ser nominalmente votado.” A explicação é do presidente estadual do PP, deputado federal Ricardo Barros, ao repórter Roger Pereira, na edição de ontem de O Estado.
Ele se aferra à decisão que vem levando vários políticos aos tribunais e, conseqüentemente, sendo cassados por infidelidade partidária. Mas a atitude é plausível ou seria mais uma manobra protelatória?
Em primeira análise, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Quando o assunto é eleição majoritária, o cargo não é do partido, e sim do cidadão eleito. Não fosse assim, o governador da Paraíba Cássio Cunha Lima, quando cassado, seria substituído pelo vice ou por alguém indicado pelo partido. Ou haveria um “suplente de governador”, ou “suplente de prefeito”, e ninguém sabe?
Mas quem decide sobre o caso é a Justiça. Essa deve enfim acabar com a disputa em Brasília, confirmando a decisão do TSE ou virando o jogo (a esperança do PP) e garantindo a vitória das urnas de Antonio Belinati.
O que todos querem é saber o que vai acontecer em Londrina. Chega de tergiversações, chega de manobras e contramanobras. Londrina quer respostas. E logo.