O governo estadual não se emenda. Passa dia, passa mês, e nada muda. Quando se espera que atitudes republicanas vão virar norma, alguma picuinha domina o cenário e mostra as entranhas do Palácio das Araucárias. Foi o caso da tentativa de “fritura” do secretário-chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro.

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E, desta vez, apresentou-se um novo viés da confusão – a desastrada iniciativa dos deputados estaduais, que tentaram remover o que eles consideram um obstáculo (no caso, Iatauro) e reforçar a bancada na Assembleia Legislativa, guindando o deputado estadual Waldyr Pugliesi para a Casa Civil e, assim, escalando o suplente Rafael Greca, hoje presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) para a “Casa do Povo”.

Como diria o imortal Garrincha, “faltou combinar com os russos”. A matéria da edição de ontem de O Estado do Paraná, da repórter Elizabete Castro, escancara a crise: “A revelação da estratégia dos deputados teve efeito indesejado. O governador, que não gosta de ser pressionado para substituir auxiliares, teria dito, segundo um deputado peemedebista, que não fará nenhuma mudança, principalmente quando há interesse de terceiros. Já o secretário da Casa Civil, ao ler a notícia na edição de anteontem em O Estado sobre sua possível saída do governo estadual, procurou os deputados cobrando uma explicação. Alguns deles, constrangidos diante da publicação da informação, negaram participação na operação”.

O primeiro aspecto da nova crise no governo é a reação de Roberto Requião. O mandatário do Palácio das Araucárias não gostou de saber que a mudança beneficiaria terceiros. Então qualquer modificação só será feita se beneficiar ele próprio?

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O segundo é a dificuldade de articulação dos deputados. Eles, hoje, não conseguem sequer reunir toda a bancada em um único objetivo – neste caso, seria a cabeça de Iatauro em uma bandeja. Mas eles não só fracassaram como se mostraram reféns da liderança do governador. Passaram a impressão de que são apenas mansos cordeiros do pastor Requião – enquanto isso, os lobos continuam fazendo a festa pelo Estado.