Uma nova geração de magistrados está tentando “trazer” a Justiça brasileira para a modernidade. Chegou o momento de aproveitar a revolução digital que a sociedade vive em benefício da própria sociedade – o que não se pôde fazer em outros períodos, pela óbvia razão da dificuldade de comunicação do passado e também pelo rápido crescimento populacional.
Hoje, com mais material humano e avanços tecnológicos, é possível imaginar que o objetivo de anos da magistratura brasileira seja mais fácil de ser atingido. É o que se retira da entrevista do juiz federal Danilo Pereira Junior, que assumiu semana passada a direção do Foro da Justiça Federal do Paraná.
Em conversa com a repórter Mara Andrich, na edição de domingo de O Estado, Danilo Pereira Junior apontou suas principais metas: “o aprimoramento dos investimentos em informática e de todos os mecanismos que oferecem mais celeridade aos processos e proporcionar mais acesso de todo cidadão ao Poder Judiciário”.
No cerne de todas as questões está o aumento dos investimentos em informática. Hoje, não é possível conceber o serviço público sem a utilização dos computadores e, principalmente, da internet. A rede mundial é aliada fundamental para acelerar os processos de trabalho de todos os poderes.
No Judiciário, a colaboração é ainda maior, porque permite que todas os setores se comuniquem rapidamente e troquem informações. Esta “conversa” era mais difícil anteriormente, quando tudo dependia de remessas de documentos por malote ou mesmo comunicações telefônicas ou telegráficas. Atualmente, um processo de milhares de páginas pode estar ao alcance de um clique, ou mesmo dentro de um sistema de processamento integrado.
A amplitude desse avanço ainda não pode ser medida, e talvez nunca seja. Para a sociedade, é a certeza de mais rapidez nos processos, e a aproximação do Judiciário, como prevê o juiz Danilo Pereira Junior. Uma vitória incontestável de todos os brasileiros – e mais uma constatação da importância definitiva da informática.