A notícia pipocou nos principais portais da imprensa brasileira, foi destaque até em O Globo, onde – na teoria – seria assunto proibido. O apresentador de televisão Augusto Liberato, o Gugu, assinou na quinta-feira passada contrato com a Rede Record, onde estreará quando terminar seu contrato com o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), do empresário Silvio Santos.
O acerto de Gugu com a emissora de Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, era matéria quase vencida. Um “namoro” de pelo menos sete anos, que terminou com final feliz para quase todos os envolvidos. Ele terá um programa dominical, o que já tem no SBT, mas com maior penetração (inclusive internacional) e com uma estrutura mais afinada, pois a Record está com as garras afiadas para tentar derrubar a liderança histórica da Rede Globo. Além disso, o apresentador terá um programa de entrevistas, similar ao de Jô Soares, o que seria seu sonho de tempos.
Mas o que surpreende – e assusta – na história é o contrato firmado por Gugu e Rede Record.
Segundo fontes ligadas à emissora e ao apresentador, o salário será de R$ 3 milhões. Isto mesmo, R$ 3 milhões por mês na conta de Gugu. Como ele assinou por oito anos (a partir de abril de 2010), quer dizer, 96 meses, ele ganharia até o final de seu contrato a inacreditável soma de R$ 288 milhões. Um valor absurdo, completamente fora da realidade da economia brasileira, e principalmente do “showbiz” nacional.
É o brasileiro mais bem pago, em qualquer ramo, em qualquer veículo. Nem mesmo os mais ricos dos jogadores de futebol recebem algo parecido – o maior salário do esporte do País, o do atacante Ronaldo, do Corinthians, não chega à metade desse valor, e é uma exceção (Adriano, do Flamengo, recebe um terço do que o “Fenômeno” ganha por mês).
Gugu, de uma hora para outra, virou um magnata sem par no Brasil. Assumirá um posto que talvez seja maior do que ele ainda representa, e passa a ser também o líder do ataque definitivo da Record para tentar ser a principal emissora de TV do País. Afinal, ele é o homem de 300 milhões de reais.