Depois de horas de expectativa, nada. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não julgou o agravo de instrumento interposto pelos advogados de Antonio Belinati, candidato vencedor das eleições para prefeito de Londrina. Ele teve seu registro de candidatura cassado no dia seguinte ao segundo turno, deixando a quarta maior cidade do Sul do Brasil, uma das maiores do interior do País, sem rumo. Ficaremos pelo menos mais uma semana aguardando a decisão oficial.
A juíza eleitoral da região de Londrina, Denise Hammerschmidt, optou por proclamar o resultado da eleição para vereador e adiou a confirmação do resultado para prefeito. A medida, prosaica em sua essência, carrega a incerteza da indefinição que deixa a cidade e o Paraná em suspense. Na teoria, um assunto desta importância teria que ser resolvido rapidamente -decisão da cassação (ou não), revisão (ou não) da pena e definição do resultado do pleito, confirmando Belinati, anunciando um segundo turno entre Barbosa Neto (PDT) e Luiz Carlos Hauly (PSDB) ou iniciando tudo do zero novamente.
Mas não há nada disso. Há apenas especulações, já que o TSE não decide. É mais um retrato da lentidão do Judiciário, que poderia ter evitado toda esta confusão se julgasse o caso de Antonio Belinati antes do primeiro turno. Vistas e recursos impediram que isto acontecesse, e novo pedido de vistas transferiu a decisão da véspera para o dia seguinte do segundo turno. O resultado foi o cancelamento da vitória de Belinati.
E este fato dividiu o Paraná. Há quem defenda a decisão do TSE, por mais atrasada que ela tenha vindo. Afinal, o deputado estadual do PP foi cassado por má gestão do dinheiro público quando era prefeito de Londrina, e não deveria ter sua candidatura aceita pelo Tribunal Regional Eleitoral (o que de fato aconteceu). Outros defendem que ele tome posse, já que a eleição foi decidida. O que de fato importa é que Londrina não agüenta mais ficar esperando pela decisão que vem de Brasília.