Um caso que se arrasta. A definição de quem será o prefeito de Londrina ainda não existe, o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda não se sabe se o deputado estadual Antonio Belinati (PP) terá sua vitória referendada ou se a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ordenou a repetição do segundo turno, desta vez entre Luiz Carlos Hauly (PSDB) e Barbosa Neto (PDT), será confirmada. Enquanto isso, o palco das discussões sai de Brasília e volta para Londrina.
Isto porque, enquanto não houver um posicionamento definitivo, caberá ao presidente da câmara municipal comandar a cidade. E os aliados de Belinati, que teve seu registro cassado por má gestão do dinheiro público em suas administrações anteriores, tinham definido que a vereadora eleita Sandra Graça (PP) seria a candidata da base – e, por conseqüência, seria a presidente eleita.
Mas “caiu a ficha” dos políticos da cidade – e do Estado, pois a decisão de Londrina afetará a divisão de forças da política paranaense nos próximos dois anos (até a eleição de 2010, para ser mais claro). Como a decisão não tem data marcada para ser tomada, pode tanto sair logo após o recesso do Judiciário, como pode se arrastar indefinidamente, será na câmara, e “indireta”, a eleição para a prefeitura “interina” da cidade.
A eleição de Sandra Graça, segundo quem não é da turma de Antonio Belinati, representaria o predomínio do deputado estadual na administração municipal. Há razões para entender a reação, pois a vereadora eleita foi chefe de gabinete do político quando ele foi prefeito. Ela poderia montar a estrutura administrativa nos moldes planejados por Belinati, o que poderia gerar uma confusão caso o Supremo avalize a decisão do TSE.
O mais correto, mas talvez inviável pela legislação, seria a intervenção municipal até a oficialização do veredicto. Um interventor nomeado pelo Judiciário, contando com a ajuda dos políticos locais, manteria a casa em ordem e permitiria que o candidato eleito, seja ele qual for, tenha tranqüilidade para implantar seu estilo de governo quando tomar posse.