Termina na tarde de hoje uma agonia que dura cinco meses. Enfim, os eleitores e cidadãos de Londrina vão conhecer o novo prefeito, escolhendo entre os deputados federais Barbosa Neto (PDT) e Luiz Carlos Hauly (PSDB). A renhida disputa dos últimos dias teve capítulos polêmicos, apoios velados – e outros nem tanto – e muita campanha nas ruas e na televisão.

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A principal confusão do pleito (o chamado “terceiro turno”) foi a divulgação de uma pesquisa de intenção de voto, que foi bombardeada pelo PSDB. Afora os números, a reação mostrou o nível de tensão que os candidatos e seus partidos chegaram às vésperas da eleição na segunda cidade mais importante do Paraná -portanto, o terceiro cargo mais relevante no Estado.

E justamente por isso uma caravana de políticos estaduais foi ao norte do Paraná para manifestar apoio a Hauly e a Barbosa. Os senadores Osmar Dias (PDT) e Alvaro Dias (PSDB), o prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB), o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT) e o governador Roberto Requião (PMDB) foram os principais “coadjuvantes” da campanha, que escancarou o jogo sucessório de 2010. Sim, pois comandar Londrina significa administrar um grande orçamento, e obras de vulto na cidade refletem em boa parte do interior do Estado.

Mas, apesar da presença de senadores, prefeitos e até ministros na campanha, que é protagonizada por dois deputados federais “bons de voto”, a estrela da eleição em Londrina é Antonio Belinati (PP), que manifestou apoio a Barbosa Neto. O deputado estadual é a sombra dos candidatos, é o político mais popular da cidade e é o grande eleitor. Sua decisão influencia – e muito – o voto da população da periferia.

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A rigor, Belinati ainda sonha com uma reviravolta na Justiça e com a sua condução ao cargo de prefeito (ele foi eleito, mas teve o registro de candidatura cassado pela Justiça Eleitoral). Mas, no mundo real, caberá a ele ser a “eminência parda” de Londrina, tentando tutelar o eleito de hoje com sua popularidade – para, quem sabe, sonhar com um retorno em 2012. Talvez ele consiga.