Deve ser assim nas repartições públicas, nos gabinetes de deputados e senadores, nas redações de jornais, rádios e emissoras de TV. Aqui, na redação de O Estado, toda tarde a equipe da editoria de Política abre o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e busca informações sobre a eleição de Londrina – desde o final do pleito não se sabe quem será o prefeito da mais importante cidade do interior do Paraná. Antonio Belinati, eleito nas urnas, teve seu registro de candidatura cassado pelo TSE por irregularidades nos períodos em que fora prefeito de Londrina.
Bem, mas retomando. A pauta para a última terça-feira incluía a Consulta 1657, feita pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, que tem o seguinte assunto: como proceder quando da cassação de registro de candidatura de um candidato eleito? Faz-se nova eleição? Faz-se novo segundo turno? Quando acontece a eleição, rapidamente ou com todo o processo de campanha? E quem assume o cargo “vago” caso a decisão não aconteça até o dia marcado para a posse?
Em resumo, tudo a ver com Londrina. São estas as perguntas que ficaram após a cassação de Belinati. Claro que, como o caso paranaense é o julgamento de um recurso, antes de mais nada é preciso saber se o candidato eleito será “absolvido”, se terá seu registro autorizado. Mas se isto não acontecer (e é a tendência), os londrinenses não sabem o que vai acontecer depois.
E Londrina não entra na pauta. Mas se o Piauí entrar, há uma esperança. Terça-feira, o repórter de Política Roger Pereira acessou o site do TSE. Lá estava, na pauta, a Consulta 1657. “Estamos na pauta”, exultou. Tomou o assento de um dos repórteres da editoria de Esportes e foi assistir à TV Justiça.
A empolgação durou pouco. Com menos de dez minutos de sessão foi feito novo pedido de vistas do processo. O caso do Piauí saía da pauta. Londrina? Continua esperando. E políticos, jornalistas, advogados e outros setores da sociedade civil continuam acessando a internet para consultar a pauta do
Tribunal Superior Eleitoral.