Não deveria ser notícia, mas no Brasil é. Foi divulgada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) a lista de candidatos a prefeito e vice das capitais que têm processos contra si na Justiça (logo sairá a lista completa, de todas as cidades). São nomes conhecidos e outros nem tanto que estão correndo atrás do voto dos brasileiros. E, no meio de muita bandalheira, os candidatos de Curitiba estão todos “limpos”, sem a ficha suja na Justiça.

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O que é, convenhamos, muito bom para a cidade. Significa que estamos começando uma eleição com todos saindo do zero. Não se fala aqui de pesquisa, mas sim de preceitos éticos indispensáveis para quem se presta a tentar exercer uma função pública. Os oito candidatos a prefeito de Curitiba estão aptos, pelo menos no que diz respeito a processos na Justiça.

Cada um dos candidatos tem seu estilo, tem suas posses, tem suas funções na sociedade. Eles estão na disputa até segunda ordem com o objetivo de ver o crescimento ou a consolidação de Curitiba como uma cidade séria, ética e desenvolvida. Temos tradição de nomes de capacidade técnica e reputação ilibada, ricos ou pobres, mais velhos ou mais novos. Estas características estão nos postulantes à prefeitura, o que é muito positivo.

Sabendo que eles estão “limpos”, podemos nos preocupar apenas com o andamento da campanha, se não haverá baixaria e acusações infundadas, poderemos comparar propostas e intenções, virtudes e defeitos (todos temos, os candidatos também têm). Estaremos observando pessoas, cidadãos esperamos de bem que pretendem colaborar com o processo democrático.

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Muito melhor assim do que se vê em outras capitais. São Paulo, por exemplo, tem dois candidatos na lista da AMB e são os famosos Marta Suplicy (PT) e Paulo Maluf (PP) que estão na mira da Justiça. Em vez de explicar o que acontece, Maluf disse que “juízes não devem se meter em política” e Marta definiu a lista como “arbitrária, tendenciosa e leviana”. Se fosse assim mesmo, eles não reclamariam tanto.