Quando ouvimos falar em delegados-gerais da Polícia Federal (PF), pensamos naqueles profissionais de carreira, que chegam ao auge da hierarquia nos últimos anos na corporação. O ex-superintendente nacional da PF, o delegado Paulo Lacerda (hoje adido policial em Lisboa), é o protótipo destes profissionais – também poderia ser citado o hoje senador Romeu Tuma (PTB-SP).
Por isso, quando um delegado mais jovem assume posto de comando a reação é de surpresa e curiosidade. Surpresa porque não são todos que conseguem chegar mais rápido ao topo. Curiosidade porque há a expectativa de uma lufada de renovação na PF.
O novo superintendente da Polícia Federal no Paraná, Maurício Leite Valeixo, assumiu seu posto na semana passada, em evento que contou com a presença de vários nomes “graúdos” da política local, como o governador Roberto Requião e o prefeito de Curitiba, Beto Richa. Aos 41 anos, natural do Paraná, o delegado assume a responsabilidade de coordenar um dos setores mais importantes da segurança pública.
E suas primeiras declarações como superintendente da PF, em entrevista à repórter Joyce Carvalho, na edição de domingo de O Estado, dão o tom de seu trabalho. Quando fala no trabalho policial, deixa claro que não se pode pensar em política de segurança pública sem falar na integração das políticas. Para ele, é um desafio “a implementação de ações visando mobilizar ainda mais as parcerias, o trabalho em conjunto com os diversos órgãos envolvidos direta ou indiretamente com a segurança pública. As pessoas acham que isso é muito fácil. Você tem que administrar diversos fatores. Todas as instituições têm suas limitações legais”.
Valeixo tem muitas outras incumbências, mas esta já é uma grande responsabilidade. Praticar uma estratégia conjunta de segurança pública, incluindo até as Forças Armadas quando necessário, é um fator fundamental para a melhoria dos serviços em todo o País. Se nosso superintendente azeitar a máquina e conseguir o apoio dos outros poderes, terá conseguido uma grande vitória.