Investindo bem menos

“O Paraná ficou com a 23.ª posição no estudo que avaliou investimentos públicos sobre o Produto Interno Bruto (PIB), divulgado ontem pela subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Paraná (Dieese-PR). Em 2007, o investimento em relação ao PIB do Estado chegou a 0,46%. No período acumulado entre 2001 e 2007, a quantidade investida pelo Paraná em relação ao seu PIB chegou a 0,77%. As médias estaduais ficaram menores que a média nacional, de 0,72% em 2007 e 0,84% no acumulado entre 2001 e 2007. (…) A reportagem de O Estado questionou a Secretaria de Estado do Planejamento e Coordenação Geral sobre o desempenho do Paraná no estudo, mas não obteve resposta”.

Este é o resumo da matéria do repórter Leonardo Coleto na edição de ontem de O Estado. Da mesma forma que se compreende que os estados com menor infraestrutura (como Acre, Roraima e Rondônia) precisem investir mais que o Paraná, é incompreensível a posição do nosso Estado nesta avaliação do Dieese.

Isto porque o governador Roberto Requião é um dos defensores mais notórios da ampla intervenção do Estado na economia. Ele adoraria ver o Brasil como a Venezuela, com o poder central controlando todos os vetores econômicos, restringindo a iniciativa privada a um segundo (talvez terceiro) plano.

Para uma presença efetiva do Estado na economia, é necessário também investir, não apenas controlar as principais empresas. E o que o Paraná não teve em 2007, como apontou o Dieese, foi investimento público suficiente. E era um ano de euforia, muito antes do vendaval financeiro que virou crise internacional. Fosse essa uma pesquisa sobre o ano passado, era possível até alguma justificativa.

Um político como o governador é daqueles que defendem a ajuda aos mais necessitados sempre. O que é louvável. Mas para fazer isso é preciso prover, é preciso investir, gastar o dinheiro público em obras que auxiliem principalmente os mais carentes. Por exemplo, em saúde, para evitar que os paranaenses se sintam – como agora – indefesos diante da chegada da gripe A (H1N1).

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