O mês de março poderia ser histórico para doze cidades do Brasil. Afinal, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) prometera para o final do mês o anúncio das sedes da Copa do Mundo de 2014, que acontecerá no País. Seria o final da agonia para muitos dirigentes do futebol local, e também para os políticos, que entraram de cabeça na disputa, conscientes da importância da competição para cada localidade.

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Sim, porque a realização de jogos da Copa do Mundo não seria apenas um fato esportivo. É a possibilidade de intervenções urbanísticas gigantescas, com a reforma de ruas, avenidas, praças, a construção de estacionamentos, estações de ônibus, de linhas de metrô, a revitalização de aeroportos, a criação de grandes anéis viários unindo trechos municipais com rodovias estaduais e federais. Tudo isso com a participação do governo federal, que promete investir dinheiro grande para deixar as sedes preparadas para atender a todas as exigências da Fifa e dos milhares de turistas que virão ao Brasil.

Imagine para Curitiba. Primeiro, o Aeroporto Afonso Pena seria realmente “internacional”, ganhando linhas novas, sendo ampliado e valorizado. De lá para o centro da cidade, pelo menos uma nova ligação, que seria uma totalmente reformulada Avenida Marechal Floriano Peixoto. Na região do Estádio Joaquim Américo, a Arena da Baixada, estações de ônibus e metrô, acessos por todos os lados, áreas apenas para pedestres, grandes estacionamentos. Além disso, toda a cidade seria adaptada para as ações da Fifa.

Seria, portanto, uma radical mudança na cidade. Será assim em todas as doze escolhidas – e hoje já podemos dizer que as chances de Curitiba se aproximam de 100%. Daí a expectativa, ou a “ansiedade”, como disse o vice-governador Orlando Pessuti, presidente do comitê de Curitiba. Ansiedade que ficou para maio, pois o anúncio foi adiado pela Fifa.

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E ficou para as paradisíacas praias das Bahamas, local do congresso da entidade. Convenhamos – o que vai ter de gente querendo ir aproveitar a viagem não será brincadeira.