Parou a dragagem do Canal da Galheta. A obra foi interrompida pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, até que a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) apresente à Justiça os laudos técnicos e as justificativas para a realização da obra.

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O repórter Roger Pereira explicou os motivos da suspensão: “O juiz (Roger Raupp Rios) entendeu que a Appa deve explicar a inexistência de batimetrias atualizadas, a profundidade atual do canal e a pretendida com a dragagem, estudos e licenciamento sobre a possibilidade de engorda da praia de Matinhos com o material retirado da Galheta, a competência do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para emitir a licença ambiental, entre outras questões técnicas”.

Com a interrupção das obras do Canal da Galheta, a Appa ficou em uma situação delicada. O Porto de Paranaguá está com parte de sua capacidade comprometida, e o Porto de Antonina subsiste com a presença do poder público.

A tão decantada qualidade portuária do Paraná está em xeque e é melhor para os importadores e exportadores mandarem (ou receberem) seus produtos pelos Portos de Santos e São Francisco do Sul.

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Partindo para o tema básico do despacho do juiz Roger Raupp Rios, chega a ser risível a enumeração de obrigações que a Appa tem que cumprir. Da forma como foi explicitado pela Justiça, o governo do Estado começou uma obra sem consultar ninguém, pesquisando pouco e não tendo se preparado para tal. Fazendo uma comparação simplória, é como se qualquer cidadão decidisse construir uma casa e não buscasse as autorizações necessárias.

Um governo detém poder, é certo, mas precisa ter responsabilidades. Realizar a dragagem do Canal da Galheta pode (e deve) ser uma ação positiva para o desenvolvimento do Porto de Paranaguá, mas não é possível fazer tal obra de afogadilho. Ainda mais em uma região de delicado ecossistema, que merece atenção e cuidado. Quem sabe saia, deste novo constrangimento para o governo estadual, uma obra consciente e ecologicamente correta.

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