O ano que começa hoje não será apenas um tempo de espera para 2010, uma espécie de “ponte” para a eleição que virá. O que acontecer de hoje até o dia 3 de outubro do ano que vem, data marcada para a eleição geral (vamos escolher presidente da República, governadores, dois terços do Senado Federal, Câmara dos Deputados e Assembléias Legislativas), vai fazer a diferença para a decisão dos eleitores.

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Por isso, política e economia estarão na pauta em 2009 do Brasil e do Paraná. Ainda mais para nosso Estado, que pode ter no pleito de 2010 uma disputa apenas entre “novatos”, quer dizer, apenas entre políticos que não ocuparam ainda o posto de governador. Sim, porque Roberto Requião estará deixando o Palácio das Araucárias, Álvaro Dias deve ficar de fora da disputa e Jaime Lerner parece não estar interessado em entrar de cabeça em uma disputa eleitoral.

Se as conversações e as alianças políticas podem ajudar, a decisão passa pela economia. Sabe-se que a crise financeira internacional vai afetar o Brasil, mas os especialistas ainda não sabem o impacto real da tormenta. No Paraná, há a possibilidade real de retração da economia, por conta da diminuição dos investimentos privados e do aporte financeiro vindo do exterior.

Os maiores gastos serão em infraestrutura, e partirão dos governos. De parte das prefeituras, destaque para Curitiba, que tem como plano principal a conclusão da Linha Verde e o início do processo de construção do metrô (deve ser neste 2009 o pontapé inicial do projeto). O Estado promete também investir, e espera-se que algumas promessas de campanha – até da primeira -sejam enfim cumpridas.

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E essa movimentação dos governos será natural, pois este ano será de “imposição” do poder público em comparação ao setor privado. Este espera ansiosamente pelas atitudes dos governos que permitam aumentar o crédito, o grande drama desta crise financeira internacional.

Passaremos com dificuldade por este ano. Isto é certo. A torcida é que consigamos chegar bem até o 31 de dezembro.

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