Encontraram o mandante

Jair Correia. Nome simples, traços normais, mas um destino trágico. Este senhor de 52 anos pode ter sido o mandante da maior chacina da história do Paraná – em 22 de setembro, na cidade de Guaíra, 26 pessoas foram alvo de um ataque brutal; quinze morreram, oito ficaram feridas e três saíram ilesas. Estavam na casa atacada mulheres e crianças, mas não houve perdão.

O motivo? Até onde a polícia já investigou, teria sido uma vingança de Correia à morte de seu enteado, meses atrás, e uma dívida de quatro mil reais. É o que a Polícia Civil e a Secretaria de Estado da Segurança Pública dizem. Por enquanto, o acusado nega tudo, afirma ter medo de ser morto, e diz que soube da chacina pelo rádio – apesar de ter sido preso quando tentava cruzar a divisa do Estado com São Paulo pelo Rio Paraná, para chegar até a cidade de Rosana.

Foi uma ação de difícil desfecho para a Polícia Civil, pois Guaíra está encravada na fronteira com o Paraguai e é ponto de confluência do tráfico de mercadorias e de drogas – Correia admitiu, em depoimento, que chegou a ser preso por tráfico, mas que não está mais envolvido com o delito.

O importante é saber que a polícia trabalhou com afinco neste caso. A sociedade exigia (e ainda exige) a descoberta completa dos fatos que levaram à tragédia de Guaíra e a punição exemplar aos envolvidos – e, claro, que nenhum inocente seja preso e condenado.

As evidências ainda estão presentes, alguns personagens desta história estão vivos e precisam estar dispostos a falar. A Polícia Civil ainda procura outros suspeitos: Ademar Fernando Luiz, Diego Alexandre Honória e Hedner Rogério Alves, que teriam participado da chacina. E liderados por Jair Correia, que teria sido o principal executor dos assassinatos.

O mais incrível é ver que este suspeito (com provas incriminatórias de respeito) parece ser um sujeito comum, como qualquer um de nós. Não se vê nele os traços de alguém capaz de cometer um crime tão bárbaro. Mas a vida é assim. E nós não conseguimos estar preparados para as surpresas que ela nos provoca.

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