Londrina, pujante cidade do Paraná, segunda maior metrópole do Estado, terceira cidade da região Sul do Brasil, um dos pólos econômicos do interior do País, já foi chamada de “Capital Mundial do Café”. Hoje, em tom jocoso, poderia ser apelidada de “Capital Mundial da Indefinição”. Afinal, nada é definitivo na cidade.

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A começar por quem manda. O deputado Antonio Belinati (PP) venceu a eleição nas urnas, mas teve o registro de candidatura cassado por irregularidades em mandatos anteriores. Uma série de recursos adiaram a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e levaram o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF).

A cidade ainda não sabe se terá um “terceiro turno” entre os deputados federais Barbosa Neto (PDT) e Luiz Carlos Hauly (PSDB) ou se Belinati vai reverter a decisão do TSE e tomar posse. E mais: não sabe sequer quando tal pleito vai acontecer. Corre-se o risco de a votação ocorrer e o vencedor não tomar posse. Ou, pior, tomar posse e ter que entregar o cargo a Belinati dias depois.

Enquanto a confusão não se resolve, a legislação prevê que o presidente da câmara municipal assuma a prefeitura interinamente. O vereador Padre Roque (PTB), eleito pelos colegas, tomou posse e já no primeiro dia cancelou o reajuste da tarifa do transporte público. As concessionárias do serviço foram à Justiça e conseguiram uma liminar que autorizava o aumento. Até que na terça-feira o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) cassou a liminar.

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E a população da cidade não sabe de mais nada. Em apenas dez dias, a passagem saiu de R$ 2,00 para R$ 2,25 (mas quem tinha cartão-transporte pagaria R$ 2,12), voltou para R$ 2,00, subiu a R$ 2,15 e voltou aos R$ 2,00. Quem vive de salário, e conta os trocados para trabalhar, pode um dia sair de casa e se ver sem os centavos necessários para inteirar a passagem.

A situação passou do limite, está saindo da tristeza para entrar na galhofa. Chegou a hora de Londrina resolver seus problemas, acabar com as indefinições. Ou vão achar que em Londrina é assim mesmo.

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