Há dez anos, pelo menos, discute-se a reforma e ampliação do Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Todos os envolvidos na situação, principalmente os responsáveis da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), não negam a necessidade de se melhorar a praça aeroportuária. Mas, mesmo assim, nada acontece.

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A oportuna matéria de capa de O Estado no domingo, assinada pela repórter Luciana Cristo, reforça a indefinição das autoridades. O que é melhor? Uma nova pista ou a ampliação da pista principal? Nós, que estamos distante das decisões, podemos até pensar na resposta. Em primeira análise, é mais interessante a construção de uma nova pista, que permitiria o acesso de aeronaves maiores (principalmente os aviões de carga).

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) também tem a sua opinião. “Estudo da Fiep apontou que a construção da nova pista, com investimento estimado em R$ 200 milhões, ampliaria em 100% a capacidade operacional do aeroporto, incrementando as exportações.”

Quem deveria ter a resposta mais correta e adequada à capacidade de investimento do governo federal seria a Infraero, certo? Mas a matéria de O Estado mostra que o caso está dando marcha à ré. “A Infraero informou, por meio de sua assessoria de imprensa local, que a parte sobre a ampliação da pista foi retirada do PAC, pelo menos por enquanto.”

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Em resumo, fica o Paraná sem investimentos em seu aeroporto mais importante. E, segundo o diretor regional da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC), Walmor Weiss, o problema é a falta de força política para pressionar a União a investir no Afonso Pena.

Bem, essa história é conhecida. Não seria no último dia do ano que seria diferente. Enquanto nosso principal representante, o governador do Estado, se preocupar com questiúnculas, ficaremos sem melhorias em nosso aeroporto. E, no final das contas, em todo o Paraná.

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