Faleceu na noite de quarta-feira Francisco Cunha Pereira Filho, diretor-presidente da Rede Paranaense de Comunicação (RPC). A notícia comoveu o Estado, com personalidades, políticos e pessoas comuns participando das cerimônias fúnebres, que aconteceram na quinta-feira. O material das repórteres Joyce Carvalho, Mara Andrich e Luciana Cristo, na edição de ontem de O Estado, explica parte do legado do doutor Francisco, como era chamado costumeiramente:
“O grupo liderado por Francisco Cunha empunhou várias campanhas positivas ao longo de tantos anos de história. Entre elas, as principais foram para a conclusão da Rodovia do Xisto, em São Mateus do Sul; o pagamento de royalties da Usina Hidrelétrica de Itaipu – por conta o alagamento de terras para a construção da hidrelétrica – além da luta pela implantação do equipamento ILS-3 no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba”.
Completando um rápido panorama, vale registrar a frase de Paulo Pimentel, diretor-presidente do Grupo Paulo Pimentel (GPP), que edita os jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná: “Sempre mantivemos um relacionamento excepcional. Ele dizia que era o meu grande admirador. E eu sou maior ainda admirador dele”.
Quando profissionais com a mesma responsabilidade, mas que gerem empresas que disputam o mesmo público, têm esse relacionamento, é possível dizer que o respeito, a ética e o interesse maior, o de promover o crescimento do Estado, transcendiam os possíveis desgastes. Várias das ações coordenadas por Cunha Pereira foram da maior importância para o Paraná – talvez a mais notável delas tenha sido a da conquista dos royalties para o Estado após
a construção da usina de Itaipu, ressaltando a perda de território (que foi alagado) próprio para a agricultura, sem contar a extinção das Sete Quedas.
Por isso, políticos de todas as tendências lamentaram a perda de Francisco Cunha Pereira Filho. Acima das ideologias, ele, como grande paranaense, defendeu o Estado acima de tudo. Parte de uma grande geração de empresários e personalidades do Paraná, doutor Francisco fará falta.