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Nos últimos anos, o processo de crescimento econômico do Brasil partiu das capitais para o interior. Na realidade, ele se baseou nas grandes cidades e se “irradiou” para quem estava mais perto. Exemplo: em Curitiba, nos anos 70s, muitas empresas se estabeleceram e geraram empregos. Com isso, as cidades da região metropolitana ganharam com comércio, serviços e construção civil. Era a tal “irradiação”. Foi assim até tempos atrás.

A rigor, pode-se dizer que era assim até esta semana, quando os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, foram divulgados. Segundo a pesquisa, que foi detalhada na edição de ontem de O Estado, em reportagem de Lyrian Saiki, as cidades com menos de 50 mil habitantes foram as que mais geraram empregos o nível aumentou 8,15% no primeiro semestre, quase o dobro das 29 maiores cidades do Estado, que tiveram crescimento de 4,61%. Pelo peso das cidades grandes, a média do Paraná ficou em 5,61%.

Este é um reflexo sintomático da política econômica brasileira. Com a retomada da agricultura, já seria natural um aumento na geração de empregos das pequenas cidades, que vivem basicamente do provento vindo do campo. Mas não é só isso. O governo federal tem o interesse de distribuir a renda nacional. Sabendo que as grandes cidades podem se mover sozinhas, trata-se de levar o desenvolvimento para o interior.

Uma iniciativa direta do governo federal foi a construção do Complexo Penitenciário de Catanduvas, no oeste paranaense. Ao levar o presídio de segurança máxima para lá, o poder público sabia que se criaria um “mercado consumidor” na região. E foi o que aconteceu. Hoje, há mais dinheiro correndo em Catanduvas.

É assim também no Norte Pioneiro, desde sempre uma das regiões mais necessitadas do Estado. Com o crescimento na produção – agrícola e industrial -, saiu de lá o maior índice de geração de empregos, com 12,55% de aumento de janeiro a junho. Mais gente trabalhando significa melhora para as famílias, mais público para o comércio, mais consumo para as empresas e mais desenvolvimento para o Paraná.

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