Foi divulgado nesta segunda-feira o ranking das universidades brasileiras – o nome oficial (e pomposo) é Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado pelo Ministério da Educação. E mais uma vez a educação paranaense ficou pelo caminho. Nossa melhor universidade, em termos gerais, é a Universidade Estadual de Maringá (UEM). Mesmo assim, a instituição ficou apenas na 29.ª colocação entre 173 estabelecimentos avaliados em todo o País.
Um fato que se apresenta com clareza é o que as três melhores do Estado são as instituições ligadas ao governo estadual. Após a universidade de Maringá vem a Universidade Estadual de Londrina (a UEL, na 36.ª posição) e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste, na 43.ª posição). Uma surpresa agradável, que infelizmente não é apresentada a contento pelo poder público – que, neste caso, tem que valorizar e tentar melhorar ainda mais os cursos.
Mas, infelizmente, é uma distância perigosa para as melhores universidades do Brasil. Estamos muito atrás das principais instituições, que ficam em São Paulo (a melhor do País é a Federal de São Paulo, a Unifesp) e no Rio de Janeiro.
E as melhor colocadas no IGC são todas públicas, o que prova que é possível melhorar o que temos no Paraná.
O primeiro passo é incrementar nossas universidades federais.
A Federal do Paraná (UFPR) ficou na 44.ª posição e a Tecnológica (UTFPR) terminou em 55.ª no Índice Geral de Cursos. Elas precisam de mais apoio – neste aspecto, é importante a mobilização da sociedade, pressionando o Ministério da Educação a aumentar os investimentos.
E o principal investimento é no “capital humano”. Quanto melhores e mais preparados forem os professores, maior o nível dos cursos – e, em contrapartida, da universidade como um todo. É assim que as universidades particulares e os chamados centros universitários estão ganhando espaço. Elas apostam nos docentes, e com isso ganham alunos, investimento e conseguem aplicar ainda mais dinheiro na melhoria dos cursos. Não há segredo, há trabalho e fórmulas a serem seguidas.