Foi aprovado, sem maiores problemas, o orçamento do Estado do Paraná para 2009. Por sinal, aprovado sem maiores problemas como a maioria das matérias sugeridas pelo governo estadual, que detém amplo controle da Assembléia Legislativa, o que ficou claro em votações fundamentais deste ano. Feito o parêntese, há um detalhe curioso neste orçamento – curioso vindo de onde vem.

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Vamos ao relato da repórter Elizabete Castro, na edição de ontem de O Estado: “No corpo da lei, o relator (Nereu Moura, do PMDB) incorporou uma proposta dos deputados peemedebistas Alexandre Curi e Luiz Claudio Romanelli autorizando o governo a gastar R$ 45 milhões em propaganda institucional e divulgação nos meios de comunicação privados. O texto original previa uma dotação de apenas R$ 8 milhões para a veiculação de editais públicos”.

Vale ressaltar que a proposta veio de dois aliados de primeira hora do governador, os deputados Romanelli (líder do governo na Assembléia) e Alexandre Curi, ambos do PMDB.

Veja só como são as coisas. Depois de criticar a imprensa paranaense, acusando-a de servil e de ser “bancada” pela publicidade estatal, e cancelado todos os investimentos na chamada “grande imprensa”, agora o governador decide aumentar os gastos em publicidade em mais de cinco vezes, em comparação com o valor projetado.

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O que passa pela cabeça do governador? Será que percebeu que sua popularidade está em baixa e que precisa “aparecer”, mostrando possíveis virtudes de seu governo e embalando seu sonho quixotesco de ser candidato à Presidência da República? Ou notou que até mesmo sua tranqüila caminhada para o Senado Federal está ameaçada?

O que o mandatário do Palácio das Araucárias sabe é que não adianta ser o “paladino da Carta de Puebla” o tempo inteiro. É preciso trabalhar, é preciso fazer o bem para a população, e não se esconder atrás dos aliados, que apenas o aplaudem nas modorrentas manhãs de terça no Canal da Música.

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O governador sabe tudo isso. Mudar e melhorar já é uma outra história.