Derrota do governador

Empenhado em se mostrar como um dos grandes defensores da minoria, como se andasse com a Carta de Puebla embaixo do braço, o governador do Paraná teve mais uma derrota na Justiça. O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou ser constitucional a instituição de um piso nacional para os professores do ensino público. O mandatário do Palácio das Araucárias, ao lado de outros quatro colegas governadores, foram ao Supremo para tentar derrubar a proposta, mas não conseguiram.

O resultado é uma vitória para aqueles que talvez sejam os mais importantes profissionais de nossa sociedade. Não há nada mais fundamental para a formação de nossos jovens que a educação. São eles que comandarão o Brasil em alguns anos, e quanto mais preparados estiverem, melhor. Para isso, é decisiva a participação da família e da escola.

As famílias fazem, cada uma a seu modo, a parte que lhes cabe. Falta a educação formal, e esta é dada pelos professores. Das pequenas cidades às grandes metrópoles, a maioria das crianças e adolescentes está matriculada nas escolas públicas, e elas serão as grandes beneficiárias da criação do piso nacional dos professores.

Os docentes são como todos nós. Estão trabalhando por vocação ou por necessidade – e em qualquer das opções, um salário digno é mais do que obrigação dos contratantes (no caso, o poder público). Valorizados, eles poderão se dedicar mais ao preparo das aulas e à atenção com os alunos. E permite que eles tenham mais tempo para atividades extraclasses, que às vezes são deixadas de lado por conta do acúmulo de empregos. É normal que professores tenham dois ou três trabalhos para ter um vencimento razoável no final do mês.

E é por isso que o governo federal programou a criação de um piso nacional. O salário de R$ 950,00 talvez não seja ainda ideal para quem dá aulas e precisa preparar os jovens. Mas, convenhamos, é uma melhoria para a classe. E todos são favoráveis ao aumento de salários dos docentes. É possível que só uma casta que não se preocupe tanto com os interesses da sociedade, mesmo que se auto-proclamem os defensores dos fracos e oprimidos.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google