Aconteceu na quarta-feira mais um debate entre os candidatos à presidência dos Estados Unidos. O democrata Barack Obama e o republicano John McCain discutiram os problemas e as possíveis soluções para o país mais importante do planeta. O evento foi realizado na Universidade Hofstra, em Hempstead, no estado de Nova York.
E ficou de novo evidente a diferença de nível do debate político norte-americano. O encontro entre Obama e McCain foi civilizado desde seu início, com sinceros cumprimentos e desejos de “boa sorte”. O republicano foi mais longe, chegando a saudar o democrata na sua primeira intervenção. “Barack, é bom vê-lo novamente”, disse o senador McCain.
As opiniões dos dois candidatos foram discutidas em todo o planeta, ontem. As idéias econômicas e políticas de republicanos e democratas, apesar de certas dissimulações, estão ficando mais claras para o eleitorado (e para todo o mundo, que naturalmente tem interesse em saber como vão ficar os Estados Unidos). Assim, a definição de voto é mais fácil, a escolha de um candidato fica mais simples e o eleitor é beneficiado.
Bem diferente daqui. Após dez dias de campanha no segundo turno das eleições municipais – e faltando menos que isso para o pleito -, a discussão mais forte é sobre a sexualidade do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), que tenta a reeleição e teve sua opção (ou falta dela) questionada pela sua rival Marta Suplicy (PT). A situação constrangeu os próprios petistas, tanto que ninguém sabe o autor do comercial anti-Kassab.
Enquanto isso, as discussões sobre os problemas e as possíveis soluções para a cidade mais importante do País ficaram pelo caminho. Não é errado comparar São Paulo com os Estados Unidos – para o Brasil, São Paulo é fundamental; para o mundo, os Estados Unidos o são. A diferença é que a política se faz lá, em grande maioria, por pessoas preocupadas com o melhor para o seu país, enquanto aqui nos preocupamos em prejudicar nossos adversários e esquecemos do que a população precisa.