Como alertado pelo prefeito Beto Richa no dia de sua posse no segundo mandato como prefeito de Curitiba, em 1.º de janeiro, a crise financeira internacional seria sentida aqui também. E não demorou muito: na quinta-feira, o Diário Oficial do Município publicou o decreto assinado pelo prefeito que prevê o corte de 15% nos gastos de custeio, para que R$ 100 milhões sejam economizados até o final de 2009.

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Para os leigos, uma explicação: os gastos de custeio são os que envolvem pagamento de pessoal, material de consumo e serviços terceirizados. O prefeito confirmou que os cortes não afetarão os investimentos previstos para este ano.

Contou o repórter Roger Pereira, na edição de ontem de O Estado: “Os investimentos nas áreas de saúde e educação – que têm níveis mínimos obrigatórios, definidos na Constituição Federal – não serão atingidos pelos cortes. As despesas com obras e serviços nas demais áreas da administração deverão respeitar o ritmo da entrada de receitas, e serão liberados à medida que os recursos estiverem disponíveis em caixa”.

E é a medida mais correta a ser tomada. As administrações (municipais, estaduais e a federal) têm dois caminhos – ou reduzem os custos e enxugam a “máquina”, ou simplesmente suspendem obras ou investimentos para 2009 e 2010.

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Quem quiser seguir o caminho do corte de gastos, pode ter problemas pontuais com o funcionalismo, mas pode acertar o rumo do governo. Afinal, mais funcionários podem representar mais burocracia, e mais brechas para possíveis irregularidades.

Cortar investimentos e suspender obras? A medida, além de impopular (atinge a população como um todo), interrompe o crescimento das cidades – ou estados, ou do País – e cria um gargalo de desenvolvimento que terá que ser resolvido pelos gestores do futuro.

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Foi pensando nisso, certamente, que o prefeito Beto Richa decidiu “cortar na carne” logo no início do ano. Há muita coisa a ser feita, ele mesmo já manifestou o interesse em continuar o ritmo de investimentos em Curitiba. E isto movimenta a economia e compensa possíveis perdas.