Sérgio Ossamu Ioshii

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Um dos maiores males da sociedade moderna é o sedentarismo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), ?o sedentarismo vem crescendo de forma alarmante no mundo inteiro, deixando de ser uma preocupação meramente estética para se transformar num problema grave de saúde pública, numa epidemia global?. As constantes inovações tecnológicas criadas principalmente durante o século XX alteraram profundamente o ritmo de vida das pessoas, tornando-as mais sedentárias, praticamente eliminando do nosso cotidiano o exercício físico realizado de forma natural.

Hoje em dia uma pessoa pode realizar diversas atividades sem a necessidade do mínimo esforço corporal. Invenções como o automóvel, o elevador, o telefone celular e o computador pessoal simplesmente acabaram com o mais natural dos exercícios físicos realizados pelo ser humano: o caminhar. O controle remoto eliminou até a possibilidade de levantarmos da cadeira para a troca de canal. O mesmo vale para o telefone celular, que acompanha nosso corpo, ao contrário do velho telefone que ficava estático em local privilegiado na sala de estar.

Além disso, o comodismo da vida moderna gera até certa dependência. Mesmo para lugares próximos de nossas casas, como uma padaria ou uma banca de jornais, utilizamos o automóvel para nos deslocar. O estilo de vida nas grandes metrópoles nos leva ao sedentarismo e à má alimentação, que nos causam uma série de problemas.

O resultado disso é o aumento de doenças crônicas como a hipertensão arterial, a obesidade, a elevação do colesterol, o diabetes, a ansiedade, o infarto do miocárdio, entre outras. É claro que essas doenças não estão ligadas apenas à ausência do exercício físico, mas uma simples caminhada diária de aproximadamente 30 minutos já ajuda na prevenção de todos esses males.

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As crianças também são grandes prejudicadas com o estilo de vida urbano. Confinadas em apartamentos, passam horas em frente ao computador e já começam a desenvolver doenças como a obesidade e o diabetes tipo 2, que no passado era considerada doença que ocorria com freqüência somente após os 40 anos.

A maioria das pessoas acha mil desculpas quando questionada sobre a falta de exercícios físicos. Falta tempo, não tenho vontade de ir à academia, estou sem dinheiro para isso são alguns dos argumentos que ouvimos diariamente. Mas será que é realmente necessário ir a uma academia para realizar uma atividade aeróbica? Claro que não.

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Existem diversas formas de exercitar o corpo. Um passeio com o cachorro, um jogo de bola no playground do prédio com os filhos, uma caminhada até a padaria, utilizar as escadas ao invés do elevador, uma volta de bicicleta contribuem para arejarmos o corpo e o espírito.

Neste sentido, a Unimed Curitiba está realizando uma ação itinerante em 3 parques da cidade, São Lourenço, Bacacheri e Jardim Botânico, para incentivar as pessoas a evitarem o sedentarismo. Atividades educativas, ginástica e massagens, além de orientações para alongamento, ioga e respiração, acontecerão gratuitamente até o dia 16 de fevereiro, no início da manhã e no final da tarde.

O objetivo da Unimed Curitiba com essa ação é estimular a população curitibana a adotar práticas saudáveis em nosso cotidiano, enfatizando que o exercício físico é muito prazeroso e pode ser realizado em qualquer horário do dia e em qualquer ambiente.

Sérgio Ossamu Ioshii é médico patologista, professor da UFPR e diretor-presidente da Unimed Curitiba.