Mais uma pesquisa eleitoral foi divulgada em Curitiba desta vez a do Ibope, contratada pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC). E os números não foram muito diferentes dos apresentados pelo Datafolha, há três semanas. Beto Richa (PSDB), prefeito que tenta a reeleição, tem os mesmos 72% da amostragem anterior. Gleisi Hoffmann (PT) ficou com 13% (no Datafolha eram 12%) e Fábio Camargo (PTB) com 4% (3% no Datafolha). Os outros candidatos, que oscilavam entre zero e 1% na primeira pesquisa, não foram citados pelo Ibope.

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É cedo para afirmar, em uma eleição tudo pode acontecer, mas duas pesquisas com praticamente os mesmos índices dos candidatos aponta uma consolidação da opinião pública. Cabe lembrar que os números do Ibope foram obtidos após o primeiro debate na TV Bandeirantes – mas antes das entrevistas que todos os candidatos estão concedendo à Rede Massa. E antes do horário eleitoral gratuito.

É certo que há muita coisa para acontecer, mas passaram-se três semanas entre uma pesquisa e outra, são mais de trinta dias de campanha e nenhum fato se mostrou importante o suficiente para alterar o encaminhamento da eleição municipal em Curitiba convenhamos, realmente não aconteceu nada de interessante até agora na campanha para o Palácio 29 de Março.

Quanto mais tranqüilo correr a campanha, mais encaminhada estará a eleição de Beto Richa. Ele tem 59% (ou 60%, segundo o Ibope) de vantagem para sua principal concorrente, a petista Gleisi Hoffmann. Mesmo assim, Richa não comemora antes da hora. E nem deve, pois eleição não se ganha de véspera.

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No momento, o ditado é a coisa mais clara a que os outros candidatos podem se apegar. Gleisi precisa muito do apoio do governo federal para embalar. Para Fábio Camargo, que sonha em ir para o segundo turno, o desempenho na TV precisa ser assombroso. Para os nanicos, entre eles os “governistas” Carlos Moreira (PMDB) e Ricardo Gomyde (PCdoB), talvez nem o dito sirva. Para estes, só um milagre pode salvar as campanhas que parecem já encaminhadas para o fracasso.