O cidadão que andava de bicicleta pelas ruas, com seu jaleco de trabalho e muita propaganda, acabou sendo a grande surpresa da eleição municipal em Curitiba. Com uma campanha inusitada, o Professor Galdino foi eleito vereador pelo PV, e prometia ser uma das “figuras” na nova legislatura da Câmara dos Vereadores. Poderia até pintar como novidade na política paranaense.

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Mas, pouco mais de três meses após a posse, Galdino virou um dos principais assuntos da política do Estado por conta de uma tremenda confusão. Ele foi expulso na quarta-feira do Partido Verde, que justificou o processo de expulsão com uma acusação de assédio sexual. Ele teria assediado Kátia Rosa Curtis de Mello, de 44 anos, que era funcionária dele – e que, depois do ocorrido, teria sido retirada da equipe do vereador na Câmara.

O interessante é que a acusação é de meados de dezembro, tal como a acusação de gastos exagerados na eleição, que aconteceu em outubro. Mas, além da expulsão só ter acontecido na última quarta-feira, ela veio exatamente após a demissão de dois funcionários por Galdino – que, segundo o vereador, não iam trabalhar; e, segundo se especula, seriam pessoas ligadas ao comando do PV do Paraná.

(Lembrando que o PV é comandado por Melo Viana, secretário especial de Controle Interno do governo do Estado, e um dos principais áulicos do mandatário do Palácio das Araucárias.)

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O que parece, para quem vê de fora, é que a expulsão é uma represália à atitude de Galdino, demitindo assessores que não trabalham. E como a expulsão permite ao PV que tente retirar o professor da Câmara, com base na legislação eleitoral, a história pode ter tido um capítulo prévio, com ameaças e negativas.

Neste momento, é preciso investigar o caso. A acusação de assédio sexual é pesada, e não pode acabar apenas no disse-me-disse. Caso contrário, ficará escancarado que o problema entre Professor Galdino e PV era sobre uma pretensa divisão de cargos, e que no final das contas o coitado do Galdino virou o bode expiatório de um aparelhamento político de um partido dos mais simpáticos para a sociedade.

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