O povo não se engana mais. É certo que alguns fenômenos de popularidade foram vistos na eleição municipal do último domingo, mas eles são muito mais raros que os fracassos de jogadores de futebol, artistas e apresentadores de TV que buscam o sucesso como “políticos” – assim mesmo, entre aspas. Foi mais normal vê-los fracassando que triunfando no pleito.

continua após a publicidade

Alguns, mais ousados, arriscaram alto. Foi o caso da cantora (será?) Gretchen, que tentou ser prefeita de Itamaracá, no litoral de Pernambuco. Ficou em penúltima. Sua colega de rebolado, a ex-chacrete Rita Cadillac, também naufragou na eleição, tentando ser vereadora na Grande São Paulo. Assim como Sérgio Mallandro, que nos últimos tempos encontra ocupação em humilhar pessoas na televisão e, talvez por isso, também perdeu.

Mas incrível é a situação de pessoas que participaram do programa Big Brother Brasil, da TV Globo, e achavam que tinham capacidade suficiente para se candidatarem às câmaras de vereadores de diversas cidades. Todos, sem exceção, perderam, provando que o estrelato deles é efêmero.

Tal como a de muitos que hoje são considerados “astros” pela nossa mídia – cada vez mais interessada no sensacionalismo e cada vez mais longe da boa informação. E, preocupados apenas no que dá audiência (ou vende jornais), acabamos nós, jornalistas, reféns destes personagens que, numa análise mais séria, ficariam longe das manchetes.

continua após a publicidade

O que foi justamente o que aconteceu na hora do voto. Apesar de acompanharem suas peripécias no rádio, na TV, nos jornais e nas revistas, os eleitores não quiseram ver tais “celebridades” entrarem na política. O que é extremamente salutar, pois prova que a população está percebendo que estar na mídia a todo momento não é algo que permita a pessoas despreparadas a entrada na política

Apesar disso, o cantor Netinho de Paula, também apresentador de televisão, elegeu-se com votação consagradora, será vereador em São Paulo e sonha ser senador pelo estado. Que os paulistas não permitam tal insanidade.

continua após a publicidade