Osmar Dias

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Estamos vivendo uma fase decisiva da história imediata do Paraná, a qual é acompanhada com extraordinário interesse pela sociedade, em última análise, responsável direta pelo avanço qualitativo do processo de desenvolvimento sustentado do Estado e a primeira a ser beneficiada pelos ganhos socioeconômicos daí advindos.

Mais uma vez os eleitores estão sendo convocados às urnas e esse é o momento propício para ampliar a discussão sobre a necessidade de remover os entraves que impedem a desejável capilarização das conquistas sociais, com o escopo de atenuar os efeitos nocivos do desequilíbrio entre parcelas do mesmo agrupamento humano. Sem qualquer intenção de enveredar pelo terreno perigoso do maniqueísmo ou fazer uma tentativa de anular a realidade por meio de fórmulas localizadas no âmbito da magia, há muito tempo estou entre os que não admitem a perpetuação do atual estágio atingido pela injustiça social.

Portanto, essa também é a hora adequada para que a sociedade exija do futuro governante uma visão de Estado que estabeleça, em primeiro lugar, a diferença concreta entre meras palavras e atitudes conseqüentes direcionadas à resolução de problemas crônicos, não apenas visando dar estofo à construção do discurso publicitário oferecido à população como a pedra filosofal dos alquimistas.

A bem da verdade, o eleitor está municiado de não poucas razões para duvidar da veracidade da onerosa propaganda dos governos, compreendendo sempre melhor que a missão de exercer por delegação da coletividade as prerrogativas constitucionais do poder pudesse, de maneira impune, ser dissimulada por um ilusório biombo de eficiência e probidade.

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O Paraná tem sido cantado em prosa e verso pela reconhecida potencialidade de suas abundantes fontes naturais de riqueza, tais como a produção agropecuária e o fluxo decorrente do agronegócio, conquanto seriamente prejudicado pela instabilidade climática das últimas safras e efeitos tardios da política econômica, a produção e distribuição de energia elétrica, o dinamismo industrial que distribuiu ilhas de excelência em algumas regiões e, acima de tudo, a operosidade de sua população economicamente ativa.

Apesar da magnitude que esse conjunto representa na formação do Produto Interno Bruto estadual, basta um rápido esforço intelectual para que se perceba a necessidade de a ele acrescer o vasto arsenal de iniciativas e vocações para o empreendimento ainda represadas em nichos não convocados a assumir seu espaço no processo de recuperação da capacidade de gerar impactos benfazejos nas relações políticas, econômicas e culturais.

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Não é possível esconder e tampouco deixar de lamentar, de outro lado, a superposição gradativa do esforço coletivo das correntes engajadas num projeto de reafirmação da pujança do Estado, realidade encoberta pelo viés autoritário anacrônico num contexto que reclama, sem demora, além da competência para eliminar os entraves da administração pública, uma atitude que promova a assimilação da força criativa alijada pelo surto de obscurantismo da tarefa de projetar o Paraná das próximas décadas.

É preciso pensar alto em energia, ciência e tecnologia, infra-estrutura, educação, saúde, segurança e emprego – entre outros desafios – sem esquecer que esse debate somente alcançará os objetivos desejados se empreender a aquisição da massa crítica disponível nas universidades, nos centros de pesquisa aplicada ou nas organizações de interesse social.

O momento, repito, é de ampla mobilização da cidadania em torno de ideais comuns, tanto mais ambiciosos e exeqüíveis quanto se aprofundarem seus vínculos de causa compartilhada.

Osmar Dias é senador e candidato ao governo pela coligação Paraná da Verdade.