Está na edição de sábado de O Estado, matéria do repórter Roger Pereira: “O governo não demorou a responder à contestação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) quanto a eficácia da Secretaria Especial de Controle Interno, criada em 2007 pelo governador Roberto Requião (PMDB) para cumprir determinação da corte de contas que vinha apontando a não existência de um sistema de controle interno (…). O governador Roberto Requião enviou pedido de informações ao conselheiro Heinz Herwig para saber se existe e como funciona o órgão de controle interno do próprio TCE”.

continua após a publicidade

E não só isso: o mandatário do Palácio das Araucárias também gostaria de saber se há controle interno na Prefeitura de Curitiba. Portanto, ao ser questionado sobre a eficácia do controle da gestão do Executivo estadual, o governador responde também perguntando, querendo saber se quem pergunta faz a coisa certa.

Dois pontos podem ser discutidos. O primeiro: é claro que Tribunal de Contas e prefeitura de Curitiba precisam ter o controle interno, como realmente têm. É natural, dentro da atual estruturação do poder público.

O segundo: o que o governador Roberto Requião (PMDB) tem a ver com isso? Será que nada que acontece dentro do governo do Paraná pode ser questionado? O que assusta, nesta birra típica (mas inexplicável) do mandatário, é que nada é colocado às claras dentro do Palácio das Araucárias. E quando isto é colocado publicamente pelos órgãos de controle externo, como o TCE, a resposta é agressiva e fugidia, como se fosse uma ameaça para “serenar os ânimos” de quem pergunta e de quem responde.

continua após a publicidade

O resultado desta atitude é triste. O tema em discussão é colocado deliberadamente em segundo plano, e o que se vê é a disputa entre os poderes. Algo que não interessa e não é produtivo para a democracia.

Mas isto pouco importa a alguns políticos. O mais importante é fazer valer seus interesses, defender de toda forma seus pensamentos e transformar em inimigos todos aqueles que “ousam” contestar suas atitudes. Nada que melhore o bom andamento da máquina pública.

continua após a publicidade